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CANADÁ - TURISMO DA FAMÍLIA BRASÍLIA NA TRILHA

Nossa viagem desta vez foi para o Canadá. Passamos a maior parte dos dias em Vancouver e região (Victoria, Whistler e Sunshine Coast) e 3 dias em Toronto.

O que conhecemos nos fascinou, foi uma viagem sensacional. Escolhemos Toronto porque o nosso voo do Brasil fazia conexão lá e Vancouver porque era a cidade onde nossa filha caçula estava concluindo o intercâmbio de High School na Escola Windsor (Escola Pública) e queríamos encontrá-la e matar as saudades.

Nesta postagem vou descrever a nossa experiência com a escolha do voo, transporte, locação de veículo, hospedagem, alimentação e, principalmente, os passeios.

O VOO:

Para chegar ao Canadá há diversas opções: via Panamá, via Estados Unidos (pela Califórnia, Miami, New York entre outras) e via Toronto. Pesquisamos os preços e concluímos que a melhor opção, na data escolhida, seria por Toronto pela Air Canada. Saímos de Brasília de manhã para São Paulo, onde pegamos o voo para Toronto somente às 20 horas. Neste ponto vai uma dica: para não correr risco algum, o ideal é fazer uma conexão bem elástica em termos de horário, embora esperar em aeroporto não seja nada bom. Então, verifique se você tem alguma opção para utilizar uma das salas Vips do aeroporto de Guarulhos, vale muito a pena. No nosso caso, usamos a do nosso cartão de crédito, onde tínhamos sofás confortáveis, wi-fi, comida e bebida. Foi um bom descanso. Chegamos a Toronto no dia seguinte e fizemos uma conexão muito apertada, apenas 1h30, para Vancouver - o tempo foi suficiente, mas muito corrido, qualquer problema, teríamos perdido o voo - é necessário passar pela imigração, pegar a bagagem, passar pelo raio-x e despachar a bagagem novamente (há uma esteira própria para voos em conexão dentro da área de desembarque mesmo, não é necessário ir até um balcão para despachar as malas) e andar muito até o embarque - não dá tempo nem de fazer um lanche - a viagem para Vancouver é de quase 5 horas e as opções de lanche no avião são poucas e pagas. A volta foi um pouco mais tranquila, pois ficamos 3 dias em Toronto e a conexão no Brasil foi no Rio de Janeiro (3 horas de espera - tempo suficiente para resolvermos tudo com tranquilidade).

TRANSPORTE:

Agora vou falar um pouco de locação de veículo, transporte público e estacionamento. Gosto muito de dirigir e minha primeira opção sempre é alugar um carro.

Em Vancouver ficamos 12 dias e fiquei na dúvida se alugaria o carro para todo o período ou apenas para os dias em que viajaríamos pelas redondezas - Victoria, Sunshine Coast e Whistler - um dia em cada cidade. Vancouver tem uma excelente infraestrutura de transporte público (ônibus, metrô e barco - para mais detalhes clique aqui) e costumamos andar muito a pé também. Então, optamos por alugar o carro por apenas 4 dias. Minha conclusão: apesar do excelente transporte público eu deveria ter alugado o carro por todo o período - o preço costuma ser bom para períodos maiores e a gasolina custa pouco mais de 1 dólar canadense.  Estávamos hospedados longe de Downtown e perdemos muito tempo para nos deslocarmos de um lugar para outro usando o transporte público.

Em Toronto aluguei o carro por 3 dias, peguei e devolvi no aeroporto. Apesar do trânsito intenso de Toronto, eu repetiria a dose, pois ficamos hospedados em um hotel entre o aeroporto, Downtown e a rodovia de saída para as Cataratas do Niágara, o carro foi muito útil.

ESTACIONAMENTO:

Em Vancouver foi tranquilo estacionar. Os estacionamentos são gratuitos nos bairros e pagos nos principais pontos turísticos - um pouco mais caro em Downtown, variando de 2 a 4 dólares canadenses por 30 minutos. Em Toronto o estacionamento era gratuito no hotel. Já em Downtown pagamos C$ 25, para o dia todo, na Casa Loma C$ 12, no Zoo C$ 10 e em Niagara Falls C$ 22 para o dia todo. Apesar de caro, valeu a pena.

LOCADORAS DE VEÍCULOS – um capítulo à parte:


Quero também registrar a minha impressão sobre locadoras de veículos. Se você tem muito dinheiro e não se preocupa com o que está pagando, o que vou comentar não tem importância, mas pra mim, os orçamentos das viagens precisam ser bem calculados e a transparência nas informações é indispensável. Dificilmente a gente entende todas as condições da locação e sempre é surpreendido com alguma coisa. Existem vários sites de locação (rentcars, rentalcars, decolar, outros), além, é claro, dos próprios portais de cada empresa. Pesquisei bastante e o que encontrei com as melhores condições, tanto para Toronto quanto para Vancouver, foi no site Argus Car Hire (que não conhecia).

A primeira dificuldade é entender sobre as taxas de seguros. No site estava claro que os seguros estavam incluídos na locação, porém, chegando lá descobri que existia um “outro seguro obrigatório” - sinceramente, sempre me sinto enganado. Outra questão sobre seguro é a franquia, que em alguns casos é muito alta. Já aluguei carros e paguei pelo seguro da franquia, mas nunca vi esta opção em nenhum site, somente no balcão. Nessas locações que fiz no Canadá tentei conversar sobre o assunto e eles não sabiam do que eu estava falando. Para complicar, fiz uma consulta ao meu cartão de crédito sobre o seguro oferecido pelo próprio cartão. E a resposta foi a seguinte: você precisa abrir mão dos seguros oferecidos pelas locadoras (assinar um documento) e o cartão cobre tudo se acontecer algum problema, inclusive a franquia.  Haja coragem para tomar esta decisão e acreditar nisto. Se a coisa é tão clara e tão simples não seria interessante o cartão emitir um documento, uma apólice, para sua locação específica?

Sobre combustível: estava claro que a política era pegar o carro com tanque cheio e devolver sem necessidade de encher. Não gosto desta modalidade, principalmente se você não tem intenção de consumir um tanque, mas era a opção ofertada. No entanto, você só descobre o valor a pagar pelo tanque ao devolver o carro na locadora - por que o valor não é informado no site? Apesar da regra do combustível estar clara no site, em Toronto, a regra aplicada foi diferente - pequei o carro com o tanque cheio e precisei devolver  com o tanque cheio.

E sobre taxas, que nunca sei exatamente o que são, mesmo no site constando que as taxas estão inclusas, em Vancouver paguei algumas “extras”, já em Toronto não houve cobranças a mais.

Para finalizar, o pagamento das reservas que fiz foi debitado imediatamente no meu cartão de crédito, sendo que o correto deveria ser debitar após a locação, tendo em vista a política de cancelamento - se eu cancelasse, imaginem o trabalho para ser ressarcido.

Estas questões não são exclusivas do Canadá, já aluguei carro na Europa, nos Estados Unidos, na Argentina e no Brasil em várias cidades e em todas tive algum problema ou, no mínimo, alguma desconfiança.

Quanto aos carros, não tenho do que reclamar, sempre estavam dentro da minha expectativa.

Uma dica: observe muito bem onde será a retirada do veículo. Em Toronto, apesar de ter feito a opção de retirar o veículo no aeroporto, apenas algumas locadoras operam no Terminal 1, onde é rápido para retirar. Aluguei na Locadora Green Motion, através do site da Argus Car Hire, cuja opção era retirar no Terminal 3. Para isso, foi necessário pegar um trem do aeroporto do Terminal 1 ao 3, e lá, através de um telefone disponível para este fim, solicitar um transporte de cliente. Esse carro demorou 30 minutos para chegar e não era possível levar toda família, muito menos a bagagem, e só então descobrimos que a locadora propriamente dita ficava a 10 km do aeroporto. Este problema do endereço da locadora foi falha minha, pois o endereço estava lá no documento da reserva em letras minúsculas. Para completar, a locadora escolhida, Green Motion, não tinha o carro reservado (nem nenhum outro) e nos encaminharam para outra locadora, Zoom, que nos atendeu muito mau, deixando claro a todo momento que estavam fazendo um favor.

HOSPEDAGEM:

Há muita opção de hospedagem, porém, nada barato. Estão presentes no Canadá as grandes redes hoteleiras e são bem comuns os chamados lodge (hotéis de beira de estrada) que são muito bons e bem diferentes do que temos no Brasil. No entanto, não encontrei flats ou apart-hoteis daqueles que vemos facilmente nos EUA, que costuma compensar mais quando se está em família.  Atualmente há ainda a opção de se alugar uma casa ou apartamento de forma segura, por meio de um site especializado. Então, o negócio é pesquisar e ver o que melhor se adequa a seu orçamento e estilo. E também decidir se alugará carro ou não e quais passeios quer fazer. Depois disso você escolhe a localidade da hospedagem.

Ficamos hospedados em Burnaby, que pertence à grande Vancouver, na casa de amigos maravilhosos e desprendidos. Tínhamos ônibus e metrô, supermercado e shopping na porta, além de estacionamento gratuito para o carro que alugamos por 4 dias.

Em Toronto estávamos de carro todos os dias e o critério da escolha do hotel foi o seguinte: próximo ao aeroporto, pois iríamos fazer duas viagens do aeroporto para o hotel, tanto na chegada quanto na saída, devido a quantidade de malas e por estarmos em 5 pessoas (tentei um upgrade no carro mas a locadora não tinha veículo maior - alugamos um Honda Civic - se tivesse, o preço aumentaria muito). Que tivesse fácil acesso para sair para Niagara Falls (passamos um dia inteiro lá) e também que não fosse muito longe de Downtown Toronto. Importante também que tivesse conforto e bom preço. Usei os sites Trivago e Booking para encontrar o Hotel Stay Inn Hotel Toronto - mapa .









Valeu muito a pena a escolha. O hotel ficava a 10 minutos do aeroporto, muito fácil sair para Niágara, e a 20 minutos de Downtown; com café da manhã incluso, estacionamento gratuito, Wi-Fi, quarto confortável, bom chuveiro e com um preço muito melhor que os hotéis de Downtown.

ALIMENTAÇÃO:

Em Vancouver, como estávamos em um apartamento, tomávamos café da manhã em casa, preparávamos um lanche para comer na rua e algumas vezes fazíamos uma refeição de noite em casa. Valeu a pena, pois como disse antes, estávamos em cinco e comer em Vancouver não é tão barato (entre 10 e 30 dólares canadenses por pessoa/refeição). Para fazer o que fizemos foi importante ter um supermercado próximo de casa, no nosso caso tinha o Wallmart, além do Super Store (onde fomos de carro um dia). Recomendo muito este supermercado até mesmo para passear, é tudo muito bonito, as frutas, verduras, carnes, tudo de excelente qualidade e preços mais em conta. Para um lanche em um fast food você vai gastar em torno de C$ 10,00 e para almoçar de R$ 15,00 pra cima. Estas dicas servem também para Toronto (como ficamos em hotel, as refeições eram sempre em restaurantes). Tanto em Vancouver quanto Toronto levávamos água nas mochilas, cereais e frutas para beliscar durante os passeios. Em Vancouver tinha muitos bebedouros  para encher as garrafas de graça. Assim como nos EUA, todos os restaurantes servem água gratuitamente para o cliente. Abaixo relaciono alguns restaurantes e fast foods onde comemos. Lembro que nossa viagem não foi um tour gastronômico, desta forma, estavam bem dentro dos nossos objetivos.

  • A&W: um McDonalds canadense - conseguimos alguns cupons que davam desconto.
A&W da Estação Waterfront
A&W da Estação Waterfront
  •  Tim Hortons: tipo um Starbucks canadense, porém mais barato.


  • Starbucks: cafés, chocolate quente e lanches rápidos.
  • Nero Belgium Waffle Bar: waffles de diversos sabores e tipos. Vale a pena experimentar, é considerado um dos melhores da cidade.




  • Old Spachetti Factory: restaurante de massas com ótimo serviço, boa comida e preço na medida. Servem um pão delicioso como couvert (gratuito), uma entrada, prato principal e sobremesa. A água é de graça.
  •  Boston Pizza: restaurante de massas com ótimo serviço, boa comida e preço bom.
  •  Fresh Slice Pizza: pizza em fatia boa e com preço ótimo. É possível comer duas fatias com refrigerante por C$ 5,00.



  •  Trolls: localizado em Horseshoe Bay (região onde você pega o Ferry para Sunchine Cost). Minha sugestão é comer o prato  típico canadence - peixe empanado com batatas -  ótima pedida com bom preço.






  • Shabusen: restaurante japonês em Vancouver com serviço diferente, paga-se por pessoa e come-se a vontade. Os pratos são servidos na sua mesa - vale a pena conhecer - C$ 15,00 por pessoa aproximadamente (no almoço, o jantar é bem mais caro). Está localizado em Downtown Vancouver na Burrard Street.

O Shabusen está localizado neste prédio
Depois de registrar todas estas dicas acima vamos ao principal, os passeios. Para facilitar vou descrever o que fizemos em cada dia e, como de costume, com muitas fotos. Para escolher o que fazer em cada dia agrupamos as atrações por proximidade. Fizemos bastante coisa, mas acredito que se estivéssemos de carro todos os dias, seria possível ter conhecido um pouco mais. O nosso ritmo de passeios é bem intenso, procuramos sair de casa em torno de 9 horas e voltamos na maior parte dos dias em tono das 20 horas. O que foi muito legal, nesta época do ano - verão no Canadá (julho) era que o pôr do sol acontecia às 21h30.

Dia 28/06/2016 - Nossa chegada em Vancouver
Dia 29/06/2016 - Escola Windsor - Deep Cove Park - Cates Park
Dia 30/06/2016 - Capilano Park - Queen Elizabeth Park - Outlet
Dia 01/07/2016 - Grouse Mountain - Cleveland Dam - Super Store
Dia 02/07/2016 - Ambleside - Sunshine Coast - Horseshoe Bay
Dia 03/07/2016 - Victoria 
Dia 04/07/2016 - Whistler 
Dia 05/07/2016 - Downtown Vancouver 
Dia 06/07/2016 - Stanley Park - English Bay 
Dia 07/07/2016 - Fish Hatchry - Lynn Canyon Park 
Dia 08/07/2016 - Science World - Granville Island - UBC
Dia 09/07/2016 - Canada Place - Coal Harbour - English Bay 
Dia 10/07/2016 - Viagem de Vancouver para Toronto 
Dia 11/07/2016 -  Niagara Falls 
Dia 12/07/2016 - CN Tower - Aquário - Ruas e Praças - Casa Loma 
Dia 13/07/2016 - Toronto Zoo - volta para o Brasil 









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