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CAMPOS DO JORDÃO - julho de 2017

A viagem a Campos do Jordão foi a sequência dos dias de férias, que já descrevi na postagem do Parque do Itatiaia.

Partimos da nossa base em Pouso Alegre, aqui cabe um comentário sobre a estrada até Campos do Jordão para quem parte do Sul de Minas. No último trevo de acesso a Campos do Jordão há duas opções de estrada: a primeira é por um trecho de serra bem intenso. É o trecho que as placas, o GPS e o Waze indicam - costuma ser mais rápido e curto, porém, se não gostar de serra ou enjoar, opte pela segunda possibilidade, que é passar por Santo Antônio do Pinhal - foi a opção que fizemos. A serra é bem mais suave, no entanto, um pouco depois de Santo Antônio do Pinhal, esta estrada cai na SP 123 que pega o tráfego dos carros que chegam pela Dutra. Conclusão: trânsito intenso nos finais de semana, principalmente nos últimos 10 km. Foi o que aconteceu conosco - era domingo, meio-dia, e levamos cerca de 50 minutos para percorrer esses 10 km. Minha sugestão: se ninguém no carro tiver problemas com enjoo ou se for alta temporada, vá pela serra e evite o congestionamento.

Campos do Jordão já recebe muito bem seus turistas pelo belo Portal, logo na entrada, e opções de passeio não faltam na cidade e arredores. Fizemos uma programação de alguns locais para visitar - vou citar mais abaixo, porém, nos 3 dias e duas noites que passamos ali não conseguimos manter o programado porque encontramos uns amigos e resolvemos curtir mais a companhia que os passeios.







Chegamos na hora do almoço e como o check-in na pousada ainda não estava liberado fomos almoçar no Restaurante Baden Baden, localizado na região central da cidade - Capivari. Impressões: é um restaurante tradicional que vale a pena conhecer e, no mínimo, tomar uma cerveja Baden Baden (pegamos uma promoção: tomando 4 cervejas ganhava uma taça). Estávamos em um grupo grande, mas, por sorte, conseguimos uma mesa no terceiro andar. O serviço, no entanto, deixou a desejar. O restaurante estava cheio, mas pra mim não é desculpa, pois é rotina por lá. O atendimento foi ruim e demorou demais para a comida ser servida, ainda bem que não estávamos com pressa. A comida típica ali é a alemã, que não decepcionou quem a pediu. Já o filé mignon que eu pedi estava frio e muito inferior ao de outros restaurantes mais simples, além do preço não ser baixo. Conclusão: tome uma cerveja e coma comida alemã sem pressa para ir embora.


 
Rua central onde circulam apenas pedestres e onde está o Baden Baden
 
Baden Baden

Nos finais de semana de julho, com a cidade lotada de turistas, encontrar uma vaga de estacionamento não é muito fácil, mas com paciência acaba aparecendo. Existem estacionamentos particulares em alguns terrenos - o preço varia conforme o dia, no domingo era R$ 20,00 sem limite de horário e na terça-feira era R$ 10,00. Na rua era Zona Azul.

Saímos do Restaurante Baden Baden já no final do dia, demos uma voltinha a pé pelo centro, Capivari, e como não poderia ser diferente passamos na Igreja de São Benedito, localizada na praça de mesmo nome, para conhecer e agradecer. 


 
Capivari
 
Capivari
 
Capivari - Igreja de São Benedito
 
Capivari - Igreja de São Benedito

Em seguida fomos para a pousada, reservada no Booking, a Pousada Moderna. A avaliação que faço é: nota 10. Preço compatível pelo que oferece a pousada, a cidade e por ser alta temporada; tudo muito novo e limpo; quarto amplo (conheci a Suíte Premium com banheira de hidromassagem, muito bacana); aquecedor, cama confortável; banheiro excelente, com ótima ducha e aquecimento; café da manhã bem variado e muito bom; estacionamento amplo; Wi-Fi; recepção com sala de espera confortável com lareira; sala com vídeo games e aparelhos de ginástica; recepcionistas e gerente extremamente educados e atenciosos, e localização muito boa - menos de 2 km da região central. Faço apenas duas ressalvas, embora não tenha feito qualquer diferença para nós: a Pousada não tem restaurante, mas é possível utilizar o serviço delivery de algum restaurante da cidade. Nesse caso, os recepcionistas providenciam pratos e talheres. Outro ponto é que a Pousada não tem área verde, nem piscina ou parquinho infantil, ou seja, não é uma pousada para passar o dia curtindo o local.


 
Rua da Pousada
 
Pousada Moderna
 
Salão do Café da Manhã
 
Suíte




 
Suíte com hidro
 
Estacionamento

Campos do Jordão tem muitas opções de restaurantes e acredito que muitos sejam bons, portanto, vou indicar apenas um, não que ele seja maravilhoso, mas por ficar em um local bonito e ser bem barato, comparado com os demais - é o Restaurante do Satélite Esporte Clube. Caso esteja fazendo passeios no Alto da Boa Vista (Mosteiro de São João, Palácio do Governo -  Palácio Boa Vista - ou no Museu Felícia Leirner) pode compensar almoçar lá - mapa.






A programação era visitar os três atrativos do Alto da Boa Vista no domingo, mas não deu tempo. O Palácio fica aberto somente de quarta a domingo e o Museu Felícia fecha na segunda. Como fomos embora na terça-feira cedo não tivemos tempo de voltar. Assim, no domingo, visitamos apenas o Mosteiro, mas não pudemos esperar para ouvirmos o canto gregoriano que é sempre às 17h45.



 
Alto da Boa Vista
 
Palácio Boa Vista
 
Palácio Boa Vista
 
Mosteiro de São João
 
Mosteiro de São João
 
Mosteiro de São João

Na segunda-feira fomos visitar o Parque Tarundu, uma área privada (antigo haras onde tem 30 atividades e atrações para crianças e jovens: passeios a cavalo, brinquedoteca, pista de patinação no gelo, tirolesas, orbit ball, paint ball, mini kart, trilhas e muitos outros; além de restaurante e muita área verde. Para entrar pode-se comprar um passaporte para todas as atividades (R$180 na promoção) ou pagar uma taxa para entrar (R$12) e pagar separadamente por cada uma das atividades que desejar usufruir (preços diversos e altos, a tirolesa custa 90 reais). O Parque funciona todos os dias do ano de 10 às 17h30. É possível também hospedar-se numa pousada dentro do próprio Parque. O local é bonito e organizado, mas muito caro. O valor do quilo da comida no restaurante é de R$ 92,00, buffet bem variado. Como tudo lá dentro é pago, acho que não deveria ser cobrado ingresso para entrar.


 
Patinação no gelo
 
Mesas do bar
 
Restaurante
 
Tirolesa - Orbit Ball - Descida na Bóia
 
Arborismo
 
Espaço para os cavalos

No mesmo caminho do Parque Tarundu, um pouco à frente, tem o Amantikir - conhecido como os jardins que falam. No nosso último dia em Campos do Jordão fomos até lá, porém a névoa estava muito intensa, muito diferente do dia anterior no Parque Tarundu, e achamos que não compensaria entrar, pois não seria possível apreciar o local, cujo ingresso custa inteira R$ 40,00 e meia R$ 20,00.


 
Amantikir - Lojinha da entrada
 
Amantikir - estacionamente em frente a lojinha

No nosso  planejamento selecionamos os seguintes locais para visitar: Mosteiro de São João, Palácio Boa Vista, Museu Felícia Leiner, Fábrica da Cervejaria Baden Baden (é necessário reservar), Parque Amantikir, Parque Tarundu, Horto Florestal, Belvedere Vista Chinesa, Mirante do Lajeado, Igreja Matriz de Santa Terezinha e a de São Benedito, Teleférico - lago e lojinhas. Da lista visitamos apenas o Mosteiro,a Igreja de São Benedito e o Parque Tarundu. O bom de tudo é que temos que voltar e o ruim é que não tive muito o que contar - mapa. Já estivemos várias vezes em Campos do Jordão, mas queríamos atualizar as informações para colocar aqui. Fica pra próxima!




PARQUE DO ITATIAIA - julho de 2017

Saímos de Brasília dia 10 de julho de 2017 com destino a Pouso Alegre -MG, onde montamos nossa base na casa dos meus pais.

A distância até Pouso Alegre é de 1.000 km. Paramos para dormir em Ribeirão Preto (700 km) no Hotel Golden Park Hotel Ribeirão - próximo à rodovia - ótimo custo-benefício (a reserva pelo site do Nacional Inn estava mais barata que no Booking).

Seguimos viagem no dia seguinte para Pouso Alegre, mais 300 km. Optamos por uma estrada diferente da de costume e compensou muito - mapa.

Passamos o domingo em família e na segunda-feira pegamos a estrada novamente com destino a Itatiaia. No caminho passamos pela cidade de Piranguinho - "Capital do Pé-de-Moleque", vale muito dar uma paradinha na Barraca Vermelha, fundada em 1936 e muito tradicional (fica à margem da rodovia), para comprar pé-de-moleque feito com rapadura e com amendoim inteiro ou moído. Minha preferência é o moído. Se ficou com água na boca, consulte o site da Barraca Vermelha, eles enviam seus produtos pelos Correios. Em seguida passamos em Cruzeiro - SP onde almoçamos na casa dos nossos queridos tios, antes de chegarmos a nossa pousada em Itatiaia - mapa









Ficamos no Hotel Pousada Esmeralda. Consultei pelo Booking, mas fiz a reserva diretamente na pousada. As impressões que tivemos logo na chegada foram boas: o Sr. James, proprietário, e suas funcionárias foram muito atenciosos, os chalés são amplos e confortáveis, com lareira e uma pequena cozinha. A única ressalva é o banheiro: um pouco apertado e com um chuveiro elétrico simples, nada compatível com o restante da pousada. A localização é ótima para quem vai ao Parque do Itatiaia (parte baixa),  2,5 km da portaria do parque - mapa. A pousada é cercada por muito verde, tem um pequeno lago com patos e gansos; piscina; sauna e uma pequena trilha - Trilha dos Pinheiros (15 minutos para subir). Na recepção tem sofás, TV e é o único local onde o Wi-Fi funciona - na pousada não tem sinal 3G/4G nem sinal de celular (Vivo pelo menos, as outras não sei). O café da manhã tem o essencial e é muito bom. O restaurante funciona para almoço e jantar, basta reservar com antecedência. No dia que chegamos jantamos a luz de velas, com boa música e excelente comida - levamos o nosso próprio vinho e não foi cobrada taxa (rolha). Atravessando a rua em frente à Pousada, também de sua propriedade, passa um rio de águas cristalinas e com muitas pedras, onde é possível tomar sol e apreciar a natureza.


 
Chalé
 
Chalé
 
Chalé
 
Área verde
 
Área verde
 
Área verde
 
Piscina e pinheiros ao fundo (caminho para pequena trilha)
 
Recepção
 
Recepção
 
Rio que passa em frente à pousada
 
Rio que passa em frente à pousada
 
Restaurante

O objetivo principal desta nossa viagem foi conhecer o Parque do Itatiaia e foi o que fizemos no dia seguinte, iniciando pela parte baixa do parque. O Parque é o mais antigo do Brasil, criado em 1937 por Getúlio Vargas, há 80 anos, portanto, agora em 2017. Situado na Serra da Mantiqueira, o Parque Nacional do Itatiaia abrange os municípios de Itatiaia e Resende no estado do Rio de Janeiro e Bocaina de Minas e Itamonte no estado de Minas Gerais, onde ficam aproximadamente 60% de seu território. O Parque é dividido em parte alta e baixa. A distância entre as portarias é de 57 km - mapa.

Sugestões para parte baixa:

  • O preço dos ingressos podem ser consultados no site do Parque. Caso queira retornar em outros dias, tanto na parte baixa quanto na alta, compre todos os ingressos no primeiro dia, pois o valor cai 90%  a partir do 2º dia.

 
Portaria do Parque do Itatiaia - parte baixa

Placa na portaria

  • Logo que passar pela portaria siga até o último estacionamento - o das cachoeiras - são 9 km em estrada parte pavimentada e parte de terra em boas condições. Aqui encontrará banheiros limpos.




Banheiros e estacionamento na frente da Piscina natural Maromba.

Cachoeira do Maromba - acesso em frente ao estacionamento.
  •  Do estacionamento é só descer uma escada e chegar na pequena cachoeira e na piscina natural de Maromba (poço). Deste mesmo ponto é possível iniciar a Travessia Ruy Braga (parte baixa até o Abrigo Rebouças na parte alta - é necessário reserva prévia).
 
Escada de acesso
 
Piscina natural Maromba
  • Retornando ao estacionamento, basta passar pela ponte e iniciar outra trilha por escadas de cimento e de pedras até as duas outras cachoeiras - Véu das Noivas e Itaporani - a distância até as duas cacheiras é pequena e o caminho está bem sinalizado. O local é agradável e relativamente fácil de chegar, para quem não tem problemas de locomoção. Em menos de duas horas é possível visitar as três cachoeiras sem pressa.

 
Ponte antes do acesso as cachoeiras
 
Acesso as cachoeiras Véu das Noivas e Itaporani
 
Bifurcação do acesso as cachoeiras Véu das Noivas e Itaporani
 
Cachoeira Véu das Noivas
 
Trilha para Cachoera Itaporani
 
Cachoeira Itaporani

  • Após as cachoeiras retorne de carro até o Centro de Visitantes, que fica na metade do caminho entre as cachoeiras e a portaria. O local é muito agradável e bem cuidado e abriga um museu da fauna e da flora do Parque. Não deixe de assistir aos vídeos do Museu, apreciar as fotos e conhecer  história do Parque. Uma hora é tempo suficiente para a visita, porém, se seu interesse for grande no material exposto precisará de mais tempo. Neste espaço faltou apenas um Café aconchegante.

     
    Centro de Visitantes - Museu da Fauna e Flora










  • Ao lado do Museu tem-se acesso ao Lago Azul. Mais uma trilha de baixa dificuldade onde você aprecia um poço um pouco maior que os das cachoeiras. Próximo ao lago tem banheiros e uma área com quiosques - bom local para fazer um lanche, caso tenha levado.

     
    Estacionamento Lago Azul e Centro de Visitantes
     
    Lago Azul
     
    Lago Azul
     
    Quiosques
  • Agora vou dar uma dica sobre onde comer, pois não tinha encontrado na WEB quando pesquisei a respeito. Tudo o que li informava que  o Parque não dispunha de lanchonetes ou restaurantes, de fato, não tem nenhum que seja administrado pelo Parque, porém, lá dentro mesmo tem 2 hotéis, os quais visitamos e onde é possível fazer reserva para o almoço: Ypê (buffet R$ 60,00 por pessoa) e Donati (buffet R$ 40,00 por pessoa) , onde almoçamos no nosso segundo dia. A Pousada Aldeia dos Pássaros, que tem o acesso mais próximo da portaria, nós não visitamos, e o site deles não abre, portanto, não é possível dar qualquer informação. Os hoteis (Donati e Ypê) são bem charmosos e cercados pela mata do Parque. Excelentes opções de hospedagem para quem quer ficar bem perto da natureza e descansar ou fazer uma expedição de observação de pássaros ou até mesmo para passar apenas algumas horas (foi o que fizemos no nosso segundo dia). Vimos vários grupos de estrangeiros, acompanhados de guia, observando e fotografando pássaros.

     
    Acesso ao Hotel Ypê
     
    Piscina e alguns chalés do hotel
     
    Vista da piscina do hotel Ypê
     
    Pássaros na varanda do restaurante do Hotel Ypê
     
    Pássaros na varanda do restaurante do Hotel Ypê
     
    Restaurante do Hotel Donati
     
    Turistas estrangeiros observando pássaros
     
    Piscina de água corrente do Hotel Donati
     
    Hotel Donati
     
    Chalé do Hotel Donati
  • O último ponto de visita do Parque, já próximo da saída, é o Mirante do Último Adeus. Estacione o carro e suba alguns poucos degraus para ver do alto toda a região, até onde a vista alcançar.









  • Uma outra opção de trilha na parte baixa é a Trilha dos Três Picos. Não fizemos, apenas tiramos fotos dos picos vistos do Hotel Donati. Em média gasta-se 3 horas e meia para subir os 6 km e depois mais 6 km de volta, passando pela Cachoeira do Rio Bonito até atingir 1.662 metros de altitude. Talvez seja interessante contratar um guia.

     
    3 Picos vistos do Hotel Donati
     
    3 Picos vistos do Hotel Donati
  • Observação: o mapa do Parque indica uma trilha para outra cachoeira: Poranga. No entanto, ela está interditada já há alguns anos.
Deixamos o Parque do Itatiaia por volta das 15 horas e fomos para a nossa Pousada. No final do dia fomos conhecer Penedo (RJ), que fica próximo dali, 18 Km - mapa. A cidade é pequena e conta com uma boa rede de pousadas e hotéis, além de lojinhas de artesanato, fábricas de chocolate, restaurantes e bares. Jantamos no restaurante Casa do Fritz, um bom custo-benefício. O ponto turístico principal da cidade é a Pequena Finlândia, um centro comercial que lembra a região de boa parte dos imigrantes do local. Em Penedo e arredores tem muitos atrativos naturais, mas não foi desta vez que programamos conhecer.









No dia seguinte fizemos a pequena Trilha do Pinheiro em nossa pousada, fizemos o check-out e fomos almoçar no Hotel Donati (dentro do Parque).
 
Trilha dos Pinheiros no Hotel Pousada Esmeralda

Trilha dos Pinheiros no Hotel Pousada Esmeralda


Do almoço saímos direto para Pousada dos Lobos, localizada na parte alta do Parque do Itatiaia, distante 56 km da Pousada Esmeralda, onde faríamos no dia seguinte a Trilha das Prateleiras - mapa.

O caminho até a Pousada dos Lobos é feito parte em asfalto e parte por estrada de terra (12 km, sendo 8 bons e 4 km mais apropriados para carros altos e na época de chuva o ideal seria 4x4). Um ponto de referência para pegar a estrada de terra é a Garganta do Registro na divisa dos Estados de MG e RJ.

 
Estrada asfaltada próxima à Garganta do Registro
 
Garganta do Registro
 
Divisa de Minas e Rio
 
Estrada de terra para Parte Alta do Parque e Pousada dos Lobos
 
À esquerda entrada para Pousada dos Lobos (4 km adiante) e volta dos 80
 
Chegando à pousada dos Lobos.
A Pousada dos Lobos é bem pequena, tem apenas 4 chalés e alguns quartos na casa sede, além de um pequeno refeitório (comida bem gostosa) e sala de TV. Os chalés são bem pequenos (apenas um cômodo e banheiro), com lareira e lençol térmico nas camas de casal. O frio na região é intenso, portanto, vá preparado. De manhã, quando levantamos, fazia -1°C e -5°C na portaria do Parque. A diária da Pousada inclui café da manhã e jantar e é cobrada por pessoa (no chalé, o valor é de R$ 160,00 por pessoa). Apesar de simples é aconchegante e está localizada em uma área muito sossegada e bonita. Lá não tem telefone, nem fixo e nem celular, muito menos, é claro, internet. As reservas são feitas com a atenciosa Marlucy em São Lourenço (telefones no site). Esta pousada é indicada para quem quer fazer as trilhas do Parque (Prateleiras e Pico das Agulhas Negras) e outras trilhas que partem da pousada.

Chalés

Chalés

Sede: recepção, refeitório e quartos

Refeitório
 
Sala de TV
 
Corredor dos quartos da casa sede
 
Chalé
 
Chalé


A região da Parte Alta do Parque é um planalto onde encontram-se os campos de altitude e os vales suspensos e nascentes de vários rios. A área do Parque abrange nascentes de 12 importantes bacias hidrográficas regionais, que drenam para duas bacias principais: a do Rio Grande, afluente do rio Paraná, e a do Rio Paraíba do Sul, o mais importante do Rio de Janeiro. Apresenta um relevo caracterizado por montanhas e elevações rochosas, com altitude até 2.791 m, no seu ponto culminante, o Pico das Agulhas Negras.


Contratamos um guia para poder fazer a Trilha das Prateleiras. Ele se chama Valderi e foi indicado pela Marlucy da pousada. Os contatos com ele foram feitos pelo Whatsapp 35- 99252-7843. No dia e hora combinados ele chegou na pousada para fazermos a trilha, que eu estava me preparando fazia mais de dois meses. Infelizmente, minha filha não estava se sentindo bem e tivemos que cancelar a trilha e o passeio do dia seguinte. Decidimos retornar para Pouso Alegre e procurar um médico. Felizmente não foi nada grave e ela melhorou em alguns dias. Imprevistos acontecem e é bom ser prudente, especialmente estando em um local onde o celular não funciona. Voltaremos em outra ocasião para fazermos a trilha e, certamente, contrataremos o Valderi, que foi muito atencioso e compreensível. O contato com ele foi pequeno, mas suficiente para gostar dele e perceber que a trilha seria muito boa, porém, era preciso estar bem de saúde para aproveitar o passeio. 



Além da trilha nas Prateleiras iríamos fazer a volta dos 80 - percurso de carro, saindo da Pousada dos Lobos, passando por Fragária, Campo Redondo, Berta, Itamonte, Garganta do Registro e chegando na Pousada dos Lobos novamente - veja no mapa acima (mapa retirado do site da Pousada dos Lobos). Este caminho faz parte da Estrada Real. Metade do percurso é em estrada de terra e é recomendável fazer em veículo 4x4. Algumas pessoas que estavam na pousada fizeram o trajeto e gostaram. No caminho é possível avistar a Cachoeira de Fragária com quase 100 metros de altura. Como iríamos gastar muito tempo na volta dos 80, resolvemos voltar para Pouso Alegre pela estrada asfaltada - mapa.

Dica de vestimenta do meu amigo Elson (Fora da Cidade) que se aplica muito bem para uma trilha na parte alta do Parque do Itatiaia; "A vestimenta é outro aspecto que deve ser considerado em detalhes para evitarmos contratempos durante a trilha. Começando pelos pés, a base da nossa caminhada. A bota é o calçado indicado para uso em trilhas, principalmente pela proteção dos tornozelos contra torções. Deve ser confortável, ter boa respirabilidade e impermeabilidade (Goretex) para minimizar o aparecimento de bolhas e solado que garanta bom desempenho, conforto e duração (Vibram). As meias também merecem atenção especial, devem ser macias, ter 0% de algodão para não acumular umidade, cano mais alto que o calçado, reforço na ponta e no calcanhar e costuras planas. Ao comprar sua bota, experimente com a meia que vai usar para que não erre o tamanho da bota e antes de ir para a trilha, use muito a sua bota para amaciá-la. Em trilhas mais longas, uma proteção adicional com esparadrapo micropore pode minimizar o aparecimento de bolhas. Como as meias, sua vestimenta como roupas íntimas, calças, camisas e blusas não deve ser de algodão, com o mesmo objetivo de minimizar o acúmulo de umidade e de ter secagem rápida.  As calças e camisas devem ser compridas para a proteção de seus braços e pernas, ter fator de proteção solar, preferencialmente com proteção bactericida. Os casacos devem ser de acordo com as condições climáticas da trilha e o conceito de camadas protetoras é o mais indicado. A camada base tem como principal função expelir a transpiração e o manter seco e é constituída pela “segunda pele”. A segunda camada é a camada térmica, cuja função é o aquecer. Aqui entra o fleece, feito com flanela de tecidos sintéticos cuja gramatura indica o grau de proteção contra o frio. Já a camada externa busca sua proteção contra o vento e a chuva, consequentemente deve ser impermeável. Bonés, luvas, gorros e equivalentes, devem também ser avaliados em função das condições climáticas."