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TAILÂNDIA DE NORTE A SUL - GASTANDO POUCO

Frente do barco

Esta viagem foi realizada em 2019 e publicada em 2021, antes tarde do que nunca. Desta vez, com apenas um representante da Família Brasília na Trilha, a filha caçula, que tinha em 2019, 19 anos. Sobre a aventura, ela mesma conta:

Aproveitando o privilégio de ter férias no meio do semestre, segui de última hora e sem muito planejamento para uma viagem à Tailândia, partindo de Lisboa - Portugal, onde moro.

Minha viagem foi em abril de 2019, um dos melhores meses para visitar a Ásia, por ser baixa temporada e ter um clima um pouco mais ameno que no verão.

Tive a oportunidade de vivenciar uma cultura nova e completamente diferente do eurocentrismo a que estou acostumada por morar em Lisboa. 

Antes de tudo, separe sua câmera, pois você estará prestes a conhecer as praias mais lindas do mundo com um mar azul claro de tirar o fôlego e templos que têm uma energia singular de muita paz e tranquilidade. 

Minha madrinha, uma amiga dela e eu embarcamos nessa aventura low cost por dez dias, que teve início em Bangkok, capital da Tailândia, no dia 21 de abril.

Nosso objetivo era conhecer o máximo possível do país. Optamos por ficar apenas algumas horas na capital, o que foi uma das melhores escolhas que fizemos durante a viagem, tendo em vista que a maioria das avaliações da cidade que nos passavam eram negativas. 

Chegamos em Bangkok pela manhã e não perdemos tempo. Ainda no aeroporto, trocamos alguns euros pela moeda local, Bahts (um real equivale, em 2019, a cerca de 7,90 Bahts; e em 2021, 6,39 Bahts, ou seja, nossa moeda desvalorizou) e em seguida guardamos as bagagens no locker (100 Bahts). 

Para chegarmos no centro, descobrimos um serviço de shuttle (60 Baths), que era a opção mais rápida e barata. As passagens são compradas dentro do próprio ônibus e depois de aproximadamente uma hora (varia muito de acordo com o trânsito) chegamos na parada mais próxima ao Grande Palácio.

Grand Palace Bangkok (Grande Palácio

Daí em diante foram apenas novidades e aprendizados sobre um povo muito prestativo e, que apesar de não falar inglês na maioria das vezes, faz o possível para se comunicar com os turistas. Além disso, é um povo humilde, que vive de forma passiva e feliz, sem a necessidade de grandes luxos para alcançar essa felicidade.

Descemos do shuttle e começamos nosso passeio a pé, num calor de 40ºC, até o Palácio, onde está situado também o Templo Phra Kaew, com uma riqueza de detalhes e acabamentos em dourado impressionante. É importante vestir roupas leves e que cubram a maior parte do corpo, além de sapatos fáceis de tirar, pois só podemos entrar nos templos descalços. 

Depois da visita (500 Bahts) continuamos a pé até o Templo do Buda Reclinado, o Wat Pho (200 Bahts) e em seguida pegamos um taxi até uma das principais estações de Metrô de Bangkok, a Phaya Thai. 

Wat Pho - Templo do Buda Reclinado

Assim, já começamos a aprender um pouco sobre a famosa pechincha na Ásia e sobre o transporte local. 

Em seguida, voltamos ao aeroporto para o nosso próximo destino, Krabi e as Ilhas Phi Phi.


Sul da Tailândia

Os passeios paradisíacos de Phi Phi, Praia de Railay, 4 Islands (Chicken Island, Tup Island, Mor Island e Poda Island) e Krabi na Tailândia.

Krabi

Krabi, assim como Phuket, é uma das opções de chegada ao sul da Tailândia. 

A conclusão que chegamos depois da viagem foi que essas ilhas são maravilhosas, assim como as outras, ou seja, não perca todo o seu tempo nelas, porque ainda tem muito o que conhecer. Faça passeios para outras ilhas e aproveite para passar mais tempo, especialmente em Phi Phi, dormindo pelo menos 2 ou 3 noites por lá. No nosso caso, como não fizemos muito planejamento, acabamos dormindo apenas uma noite em Phi Phi e todas as outras em Krabi.

Assim, chegamos em Ao Nang, a região da ilha escolhida para ficarmos, já na noite do dia 21. O aeroporto fica um pouco mais afastado, mas o acesso é fácil, tem várias vans locais na saída do desembarque - nós pegamos uma. 

Finalmente, já muito cansadas, chegamos no agradável The Moment hostel, com um ambiente limpo e um staff atencioso; um dos poucos hostels que reservamos com antecedência. Vale lembrar que o preço é facilmente negociável no balcão, então não tenha vergonha de pechinchar, porque é assim que a maioria das suas economias serão feitas para viajar barato na Tailândia. 

Nos dias em que ficamos pela ilha, negociamos o preço de refeições, massagens tailandesas e passeios com os barqueiros e as pequenas agências de turismo. Normalmente tudo é vendido por pessoa, mas como éramos três, sempre conseguíamos descontos. 

Esse processo de pechincha chegava a ser engraçado e, para mim, um pouco cansativo. Era necessário ter paciência para entender o que as pessoas falavam e muitas vezes fingir que não ia comprar mais o produto só para baixarem o preço. 

Tudo isso foi parte da imersão cultural que gerou inúmeros aprendizados e que eu amei e dei muita risada! Enfim, com o tempo curto e sem muito dinheiro, visitamos apenas as seguintes ilhas e praias:


Railay Beach

A ilha mais parece uma vila, com uma vibe bem tranquila por ser menor que Krabi e não ter tantas opções de hospedagem. 

Fomos para lá em um dos barcos locais pagando 100 Bahts. A ideia era vermos o pôr do sol, mas acabou que de última hora conseguimos um passeio para ir para as quatro ilhas, então, resolvemos aproveitar e não passar o dia todo em Railay, o que foi uma ótima ideia, pois como não era o horário em que acontecia a maioria dos passeios, as praias estavam bem mais vazias que o normal. Se você curte um ambiente mais calmo, talvez Railay Beach seja uma boa opção para dormir pelo menos uma noite.


4 Islands

O passeio das quatro ilhas passa pela Chicken Island, Tup Island, Mor Island e . Todas com suas características únicas e com a mesma água morna e cristalina. 

Nesse dia não tivemos muita opção e acabamos pagando um pouco mais caro por esse passeio. Normalmente é possível consegui-lo por uns 500 Bahts por pessoa, mas fechamos em 660. 

A primeira ilha, Chicken, tem o formato parecido com uma galinha, o que faz com que ela seja bem diferente das outras. Ali paramos para fazer mergulho com snorkeling e aproveitar o mar. 

Seguimos então para a Tup e Mor Islands, as duas ficam uma ao lado da outra e cobram uma taxa de 400 Bahts pela preservação ambiental. Elas são ideais para só curtir a praia e sentir a natureza, observando as embarcações típicas tailandesas, os chamados long tails, e os macaquinhos tentando pegar comida dos turistas distraídos. 

Por último, tivemos direito a um lindo pôr do sol na Poda Island, passando por uma grande pedra e com aquele oceano infinito no horizonte. Nessa ilha havia um pouco mais de estrutura, como banheiros e local para comprar comida. 

Sempre recomendo que você já leve sua mochila com tudo o que precisar. Lanchinhos, água, protetor solar, canga, óculos, câmera, etc.


Phi Phi Islands

O que dizer das Phi Phi Islands? Depois de algumas horas na ilha já nos referíamos a ela como se fosse nossa melhor amiga. “a Phi Phi isso”, “a Phi Phi aquilo”. Que lugar incrível! Sem dúvida é o point do sul da Tailândia, especialmente para jovens. 

Para chegar lá, pagamos 400 Bahts de Ferry saindo de Krabi. Ao desembarcarmos, tivemos que pagar 20 Bahts de taxa de preservação ambiental.

Chegamos no fim da manhã e perdemos bastante tempo procurando uma hospedagem. A ilha tem diversas opções. O Ibiza Party hostel é o local onde rolam as pool parties nas terças e quintas, e na praia em frente acontecem festas todos os dias até uma hora da manhã. O lugar simplesmente não para e a praia é maravilhosa. 

Ibiza Party Hostel

É possível notar a variação da maré muito bem, alterando assim, o tamanho da praia. Se você procura agito e quer fazer amigos, lá é definitivamente o melhor lugar para ficar. 

Nos hospedamos em um hotel, mas nos arrependemos, pois passamos a maior parte do tempo com o pessoal que conhecemos no hostel. 

Acabou que não conseguimos pegar os passeios que saíam na parte da tarde para as principais ilhas, e como tínhamos que pegar o último barco de volta para Krabi às 15h30 no dia seguinte, achávamos que só seria possível fazer o passeio que visitava metade das ilhas e que voltava antes do horário do outro barco. 

Descobrimos um passeio que saía 6h30 da manhã com o speed boat (lancha), o que foi por um lado cansativo por termos ficado até tarde na festa da praia e por não ter o encanto dos long tails, mas por outro lado foi a melhor ideia! 

Conseguimos visitar as principais ilhas, Maya Bay (a praia está fechada por motivos de preservação), Monkey Beach, Mosquito Island, Bamboo Island dentre outras, em um horário em que o calor não era tão insuportável e que não estava tão cheio de turistas. 

Esse passeio é imperdível! A sensação é indescritível e as paisagens são provavelmente as mais lindas que já vi. 

Pude ter experiências únicas de conhecer pessoas incríveis, provar a comida local (a maioria dos passeios de muitas horas oferecem refeições), e até nadar com tubarões! Sim, existem alguns pontos estratégicos conhecidos pelos barqueiros, em que é possível nadar bem pertinho de pequenos tubarões e imensos cardumes de peixes menores.

 


 


Norte da Tailândia 

Nosso próximo destino foi conhecer a rica cultura tailandesa de Chiang Mai (maior cidade do norte e a sexta maior da Tailândia - é a capital de província cultural do norte da Tailândia) e Chiang Rai (é a capital de província mais ao norte da Tailândia).

Tailândia (Bangkok - Chiang Mai - Chiang Rai)

Na sexta pela manhã pegamos um voo com destino a Chiang Mai. As passagens podem ser compradas em agências locais, mas normalmente costuma ser mais barato pela internet mesmo. Há diversas empresas low cost tailandesas que operam voos de norte a sul do país em vários horários diariamente. A maioria deles tem parada em Bangkok, mas também é possível conseguir voos diretos. 

Chegamos em Chiang Mai e pegamos um taxi para o The Common Hostel (Hostel By Bed). Lá o preço já não é muito negociável e é um pouco mais alto do que a média na Tailândia, pagamos 10 euros, ao invés dos 6 que pagamos no sul. No entanto vale muito a pena, pois o café da manhã é muito bom e completo e o staff é extremamente simpático. Eles oferecem garrafinhas de água gelada para todos os hóspedes. 

Há um ótimo café ao lado, o Fern Forest (comentários TripAdvisor), com boas opções de almoço, lanche e jantar. Sem contar que é uma ótima localização, na chamada Old City, onde estão os principais templos budistas (Wat na Tailândia) e onde ocorrem os conhecidos mercados noturnos. O Sunday Night Market é montado a 10 minutos de caminhada do hostel e é muito interessante! Ele é realizado todos os domingos e é um ótimo local para comprar as lembrancinhas para a família, provar as comidas locais, fazer uma massagem nos pés e vivenciar a noite tailandesa. 

Sunday Night Market

Durante o dia, não deixe de dar uma volta a pé pela região e passar pelos templos, que assim como os de Bangkok, têm uma riqueza de detalhes imensa e uma energia de paz renovadora! Eles são bem próximos uns dos outros, você vai achá-los só de andar meio sem rumo pela rua. Alguns deles são:


Tem uma arquitetura bem característica do norte do país, é aberto para todos. Tem vários locais para oferendas e orações, além do fácil acesso aos Monk Chats, conversa com os monges. 

O Rei Ananda Mahidol (Rama VIII) concedeu-lhe o status de templo real de primeiro grau em 1935 - lista dos Templos Budistas (Wat)

 

Wat Phra Singh

 

Wat Phra Singh


Wat Sri Suphan (comentário TripAdivisor)

Conhecido também como Silver Temple, por ser todo de prata. Nesse templo, mulheres não podem entrar, mas vale a pena a visita pelo lado de fora. 


Localizado no centro da cidade antiga, sua arquitetura se diferencia um pouco dos outros, especialmente por ele ter sido parcialmente destruído em um terremoto em 1545. Você pode aproveitar para passar lá no sábado à noite quando for no Saturday Night Market.


Esse templo já fica um pouco mais afastado (15 km do centro), na montanha Doi Suthep. Fizemos um passeio noturno para lá, o que foi uma ótima opção para ganharmos tempo e conhecermos o local por uma perspectiva diferente. É possível ter uma linda vista das luzes da cidade e tirar fotos destacando as grandes construções em dourado. O templo é um dos mais sagrados da região, e considerado o principal em Chiang Mai.

\Wat Phrathat Doi Sethep


Paramos nesse templo no caminho para o Doi Suthep. O local é mais rústico e não tem tanta riqueza de cores e detalhes como os outros templos. Porém é rico em história (ele tem 700 anos) e fica inserido na natureza, o que o torna único.


O Doi Inthanon fica a cerca de duas horas de viagem de Chiang Mai, mas é imperdível. O passeio consiste em visitar os templos, vilas, feiras com produtos locais e cachoeiras que ficam dentro do Doi Inthanon National Park, localizado na montanha mais alta da Tailândia (2565 metros). Rodeado de cultura e natureza, é uma programação para o dia todo, com almoço típico incluído. Compramos o pacote no hostel por 1300 Bahts.

Doi Inthanon National Park

Doi Inthanon National Park

 

Doi Inthanon National Park

 

Doi Inthanon National Park

 

Doi Inthanon National Park

 

Doi Inthanon National Park


Além de separar pelo menos dois dias para a visita aos templos e aos mercados noturnos, separe um dia para um passeio com elefantes. 

Não vá com poucas informações e não feche o passeio com qualquer agência de turismo. Muitos dos locais que abrigam os elefantes apresentam uma proposta de santuário, com a ideia de que os animais foram resgatados e são bem tratados, mas na verdade isso é só uma desculpa para atrair turistas. A maioria desses locais ainda pratica maus tratos e não passa de propaganda enganosa. 

Informe-se bem sobre o santuário que pretende visitar antes de ir, para não cometer o erro que eu cometi. O local que eu escolhi foi o Maerim Elephant Sanctuary. De fato, não vi práticas de maus tratos, mas quando tentei perguntar mais sobre o assunto, o guia simplesmente mudava o tópico da conversa para “como os nossos elefantes são felizes aqui e com a visita de vocês”. Mas infelizmente, consegui perceber que os animais não estavam vivendo da mesma forma em que viveriam livres na natureza. 

Apesar disso, foi uma experiência singular, onde entramos em contato com os animais, pudemos alimentá-los e ainda tivemos direito a aprender a fazer os noodles de arroz tailandês para o jantar.


No último dia em Chiang Rai, aproveitei para fazer uma tatuagem tailandesa. A tradicional Sak Yant, que é típica no Sudoeste Asiático e que representa proteção. 

Esse tipo de tatuagem começou a ser feito em guerreiros antigamente e depois tornou-se um verdadeiro cartão postal para os turistas. 

Eu optei por fazer em um estúdio que se chama Sak Yant Chiang Mai. As reservas são feitas pela internet, podendo ser uma visita ao templo ou no próprio estúdio na cidade antiga. Escolhi fazer na cidade mesmo. 

Primeiramente é necessário um depósito de 1000 Bahts e depois, no local, você realiza o pagamento, que varia de acordo com a tatuagem, mas que costuma ser de 2000 Bahts. 

A realização da tatuagem requer todo um ritual, onde você entrega uma oferenda para o monge budista, que faz a arte com uma vara longa de bamboo com uma agulha descartável na ponta. Com certeza foi uma das melhores experiências da viagem e algo que estará marcado em mim para sempre.

Logo que terminei de fazer a tatuagem, fomos direto para a rodoviária de Chiang Mai para pegar o ônibus das 18 horas, que era o último para Chiang Rai. 

Depois de quase 4 horas de viagem em uma estrada de pista simples e no escuro, chegamos na rodoviária de Chiang Rai e fomos a pé para o Mercy Hostel. Local muito agradável, com piscina e boa localização. 

No dia seguinte, pegamos um ônibus que sai da mesma rodoviária em que chegamos, com destino ao Wat Rong Khun, conhecido como White Temple (Templo Branco), um dos mais conhecidos da região Norte. 

Wat Rong Khun - Templo Branco

Depois pegamos um taxi para o Wat Rong Suea Ten, mais conhecido como Blue Temple (Templo Azul). 

Wat Rong Suea Ten - Templo Azul

Ambos os templos têm uma arquitetura bem diferente dos templos de Chiang Mai. Eles se destacam por terem uma única cor, sendo um todo branco e o outro todo azul. 

Sem dúvida vale a pena a ida a Chiang Rai só para conhecer esses templos. 

Em seguida, voltamos para o hostel para podermos pegar as bagagens e seguirmos para o aeroporto e para nossa jornada de volta para casa.


PARQUE ECOLÓGICO DAS COPAÍBAS - LAGO SUL - BRASÍLIA

 Localização: está localizado entre a QL 26 e QL 28 do Lago Sul (Brasília). O caminho mais perto, saindo do centro da cidade (Rodoviária), é pelo Eixo Monumental no sentido Ponte JK (terceira ponte). Atravessar a Ponte e seguir pela Estrada Parque Dom Bosco - EPDB, sentido Paranoá. Fazer o retorno na altura da QL 28, passar em frente à Paróquia Nossa Senhora do Rosário e, em seguida, à direita, encontrará o portão de acesso ao Parque (entrada de veículos e pedestres) - Mapa do percurso partindo da Rodoviária.

Entrada para o Parque das Copaíbas


Distância da Rodoviária: 14 km.

Horário: aberto todos os dias de 7 às 18 horas.

Tempo Gasto: a trilha tem 4,2 km com nível de dificuldade fácil. É possível fazer o percurso em menos de 1 hora caminhando tranquilamente. Há alguns pontos de parada na sombra e pontos para tirar muitas fotos, o que vai aumentar proporcionalmente seu tempo de passeio. Duas horas é mais que suficiente para apreciar o local.

Parque das Copaíbas - trilha no App Strava

Preço: não é pago

Atrativo: caminhar pelas trilhas, contemplar a natureza e tirar fotos.

História: o Parque das Copaíbas está aberto ao público desde o final de 2019. Em maio de 2020, a unidade de conservação foi recategorizada e passou a ser  um Parque Distrital, criado 
pela Lei 1.600/97. Isso significa importante avanço, porque conferiu ao espaço ecológico maior status de proteção. Está localizado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago Paranoá, 
No dia 5 de junho de 2021, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Meio Ambiente, do Instituto Brasília Ambiental, da Administração Regional do Lago Sul e com a colaboração de associações de moradores, realizou a inauguração da nova sinalização das trilhas das Copaíbas.

Site Oficial: www.euamocerrado.com.br.

Recomendação: levar água, protetor solar e repelente. Vá de tênis, pois tem alguns pontos em aclive/declive escorregadios, de terra com cascalho.




O Parque das Copaíbas foi mais umas das boas surpresas no Lago Sul. Há alguns portões de acesso, tanto pela QL 26, quanto pela  QL 28,  ambos apenas para pedestre. O portão de acesso para veículos é pela pista da Estrada Parque Dom Bosco, logo depois da Igreja. Após a entrada tem um amplo estacionamento, onde começa e termina a trilha, conforme o sentido que iniciar o percurso.

Estacionamento

Início da Trilha no sentido anti-horário

Portão de acesso de pedestres da QL 28 - Ponto de apoio

Portão de acesso de pedestres da QL 26


A trilha pode ser percorrida tanto no sentido horário, quanto no anti-horário. Todo o percurso é muito bem sinalizado, não gera nenhum tipo de dúvida - são 75 placas de sinalização. A trilha pode ser feita de bike ou a pé, sendo alguns trechos exclusivos para bike e outros para pedestres.



O Parque tem 73 hectares e uma trilha rústica (de terra) de 4,2 km. Tem 8 pontos de apoio - são pequenas coberturas, com banco, mapa da trilha com indicação de onde você está e bebedouro (em julho de 2021, ainda não tinha água).

Ponto de apoio



No Parque há várias espécies do cerrado, campo e mata de galeria. Muitas árvores foram plantadas, entre elas a Copaíba  (Copaifera langsdorffii) – tombada como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal. É uma das principais espécies vegetais presentes e dá nome ao parque, que conta com 80% da vegetação natural preservada.

 Caliandra ou Esponjinha (Calliandra brevipes)

Copaíbas




Há oito nascentes no Parque, além do Córrego Manoel Francisco, mais conhecido como Córrego das Antas, que corta todo Parque - e tem uma pequena cascata.

Córrego das Antas

Córrego das Antas

Córrego das Antas

Parte da trilha é em mata fechada e bem sombreada, com vários pontos bonitos para fotografar, dar uma paradinha, descansar e curtir a natureza, mas a maior parte é percorrida sob o sol.

O principal destaque é o mirante, onde pode-se ter uma das vistas mais bonitas da Ponte JK.

Vista do Mirante

Vista do Mirante

Vista do Mirante

Próximo do Mirante tem uma trilha curta que vai até a beira do lago. Tem uma vista bem bonita também.

Vista da margem do lago

Vista da margem do lago

No site do GDF tem a seguinte informação: "Além dessas iniciativas, que são referentes à estruturação das trilhas, também estão previstos para o Parque Distrital das Copaíbas a implantação de uma guarita de vigilância com banheiros, um pergolado ao ar livre, um conjunto de lixeiras e um conjunto de bancos com encosto. Estes itens serão viabilizados com recursos oriundos de compensação ambiental e deverão ser implementados ao longo deste ano" (2021). Vamos esperar que isto ocorra, ficará extraordinário. 

Tendo em vista que a trilha é rústica pode ocorrer de voltar para casa com carrapatos. Procure recomendações de repelentes para esta finalidade.





UBATUBA

Ubatuba, cidade do litoral norte do estado de São Paulo, está situada entre as cidades de Paraty/RJ (ao norte) e Caraguatatuba/SP (ao sul). Seu nome tem origem tupi e significa ¨lugar de muitas canoas¨ (ubá+tuba). Mais de 80% de seu território está localizado no Parque Estadual da Serra do Mar, contribuindo com a preservação da Mata Atlântica.

O principal atrativo da cidade com certeza é seu litoral, formado por belas e extensas praias, boa parte cercada pela Mata Atlântica, além de inúmeras ilhas. Escrever sobre todas elas é quase impossível, pois são mais de cem praias. As mais conhecidas são: Maranduba, Itamambuca, Vermelha do Norte, Grande, Enseada, Lázaro, Santa Rita, Félix, Toninhas, Perequê e Saco da Ribeira.

Como sempre faço, vou escrever primeiro sobre as estradas, hospedagem, algumas informações gerais e depois sobre os passeios.

A Viagem (as estradas)

Saímos de Brasília para Ubatuba no dia 6 de julho de 2021, às 6 horas da manhã, e fomos contemplados com o nascer do sol e, na sequência, com uma bonita plantação de algodão na Rodovia GO 436.


A viagem foi um pouco longa, 1.220 km, percorridos em 14 horas. Optamos por fazê-la sem parar no caminho para dormir, já que éramos três motoristas para revezar ao volante. Outra coisa que nos ajudou a fazer nesse tempo foi não precisar parar nos pedágios - usamos o Sem Parar. Foram vinte pedágios e um total de R$147,00, apenas na ida. Além disso, levamos uma marmitinha, frutas e castanhas para comer durante a viagem, sem precisar parar para as refeições, apenas para abastecer e ir ao banheiro.

A maior parte do percurso foi em rodovias de pista dupla, tirando apenas os 140 km iniciais e os 150 finais. As rodovias mais importantes que passamos foram: Anhanguera, Dom Pedro I e Carvalho Pinto. A parte mais cansativa são os últimos 150 km na Rodovia Oswaldo Cruz, pista simples e bem sinuosa. Os últimos 20 km antes de Ubatuba são extremamente perigosos, já na Serra do Mar, em estrada estreita e com curvas muito fechadas. 

Uma boa opção é fazer uma parada na Rodovia Carvalho Pinto, no Posto de Serviços do km 124, antes de descer a Serra do Mar. Excelente local para descansar um pouco e comer alguma coisa - lá tem o Jerônimo, Madero, Pizza Hut, Frango Assado, Padaria, além de dois postos de combustível. Mapa do Percurso.

Hospedagem

Devido à pandemia, queríamos nos hospedar em um lugar mais isolado, em que pudéssemos cozinhar e não precisássemos sair para comer, numa praia de pouco movimento. Escolha perfeita: Chalés e Suítes Manacá, na Praia do Félix, em Ubatuba. Há a opção de loft (para até quatro pessoas) e suítes (para duas pessoas), todos com entradas independentes. É possível alugar pelo Booking, porém, nós acertamos diretamente com o proprietário.

Alugamos o loft: ambiente aberto, cozinha completa, mesa para refeições, sofá e tv, uma cama box king size e duas camas box de solteiro, além do banheiro. Sem sofisticação, porém, confortável.
O local é muito agradável e sossegado (está em um condomínio no meio da Mata Atlântica), a apenas 350 metros da praia. 

O proprietário se chama Marcelo Bawa, muito atencioso, mora no último andar da propriedade. O único senão, que não chegou a ser um problema, foi o wifi, que não suportou o uso de streaming na tv (Netflix e Amazon).

Chalés e Suítes Manacá

Com relação à alimentação, nós levamos alguns pratos congelados e mais alguns itens para café da manhã, lanches e até para levar para a praia. Ficamos totalmente independentes de restaurantes, barraca de praia e supermercado. Se não quiser ter trabalho, é possível pedir pizza ou outra refeição, os restaurantes da cidade entregam lá.

Há várias casas de veraneio para alugar e pousadas aconchegantes no mesmo condomínio.


Praias visitadas

Visitamos apenas algumas praias do litoral norte de Ubatuba: Félix, Português, Conchas, Prumirim, Canto Itaipu e a Ilha de Prumirim.  Mapa da Região.

Também passamos rapidamente pela praia de Perequê-Açu e pela orla do centro de Ubatuba.


Praia do Félix
  • Distante 17 km da cidade. Talvez por este motivo, o movimento seja menor, principalmente durante a semana. No sábado, o movimento aumentou um pouco, mas não comprometeu o distanciamento que garantia a segurança de todos. 
  • Tem uma boa extensão de praia, 1,1 km.
  • A areia é bem clara, fina e limpa.
  • A extremidade esquerda da praia tem ondas fortes e é o ponto preferido dos surfistas; a extremidade direita é tranquila, com poucas ondas, região preferida pelas famílias com crianças.
  • Cercada pela Mata Atlântica, há muitos pontos de sombra em toda a sua extensão, nem é necessário levar guarda-sol. 
  • Opção de passeio de barco, saindo da praia até a Ilha de Prumirim (10 minutos de barco);
  • Há duas pequenas praias ao lado: à esquerda, Praia das Conchas, à direita, Praia do Português. Ambas podem ser alcançadas por uma pequena trilha junto às pedras.
  • Poucos vendedores ambulantes (sempre tem alguns mais insistentes, mas é só levar na esportiva).
  • Há poucas e simples barracas/bares, mas suficientes para pedir algum petisco ou bebidas. Num dos dias comemos peixe e camarão fritos na barraca do Júnior.
  • A comunidade local e os trabalhadores têm grande preocupação com a preservação da natureza e a limpeza da praia, que conta com lixeiras em toda a extensão.
  • Lindo contraste entre a serra e o mar.
  • Enfim, uma praia para relaxar e curtir.

Para quem não está hospedado no Condomínio, o acesso é pela portaria que fica às margens da Rodovia Rio/Santos (BR 101), no km 34. É só descer uma ladeira de pouco mais de 1 km - acesso livre mesmo para quem não é do Condomínio.


Rua principal do Condomínio Praia do Félix - à esquerda da foto é a Rua do loft

No final da ladeira está o estacionamento. De lá até a praia são aproximadamente 150 metros por um caminho bem acessível, até para quem tem dificuldades de locomoção.

Trilha de 150 metros de acesso à Praia do Félix 

O estacionamento é pago (referência de julho de 2021: R$ 12,00 o dia todo). O mesmo ticket dá direito a estacionar em outras praias, desde que no mesmo dia.

Por fim, uma questão que pode ser boa para alguns e ruim para outros, nesse período de inverno, depois das 15 horas, o sol começa a se esconder atrás da serra e a praia fica praticamente toda sombreada.


Praia do Português

É uma pequena praia, cujo acesso pode ser feito por barco ou por uma pequena trilha a partir da Praia do Félix (à direita). 

Caminho à direita da Praia do Félix para a Praia do Português

Seguindo poucos metros à frente da pedra grande (foto) tem uma passagem entre duas pedras menores, ou contornando uma delas, por onde se alcança uma trilha de apenas 50 metros até a Praia do Português. 

O caminho é bem fácil, porém, como tem que subir em algumas pedras, infelizmente, não é para quem tem problemas de locomoção. Com a maré baixa, é mais fácil passar, pois a água vai bater na canela por alguns poucos metros apenas. Não tem erro. Na dúvida, é só seguir o fluxo de pessoas.

A pessoa à esquerda está contornando a pedra
 e a que está no centro da foto está passando entre as pedras para seguir para Praia do Português

Caminho para a Praia do Português

A praia do Português é bem pequena, com areia clara e fina, e com muitas pedras ao redor, o que proporciona uma paisagem belíssima, que resulta em ótimas fotos de diversos ângulos. Dependendo do movimento de pessoas e da maré, dá para curtir o local por mais ou  menos tempo.

Praia do Português

Praia do Português

A história que ouvimos é que um português, há mais de 40 anos,  dinamitou as pedras e acrescentou mais areia para fazer esta praia de menos de 40 metros de extensão, e ainda fez um  paisagismo, plantando coqueiros ao redor, para criar uma praia particular. Sua casa está atrás da mata.


Praia das Conchas

Outro paraíso, desta vez do lado esquerdo da Praia do Félix, é a Praia das Conchas, cuja paisagem é diferente da Praia do Português, mas igualmente bela. 

Quando chegar ao final da Praia do Félix, apenas a alguns metros à direita, encontrará a trilha para a Praia das Conchas, ligeiramente escondida atrás das primeiras pedras. 

Trilha para a Praia das Conchas - início atrás das primeiras pedras

A trilha é de terra bem compactada, com várias raízes de árvores, que até ajudam na caminhada, porém, um pouco íngreme. É possível fazer o percurso entre 10 e 15 minutos. Não é acessível, infelizmente, para quem tem problemas de locomoção, mas não precisa também ser um atleta.

Trilha para a Praia das Conchas

O acesso à praia das Conchas só pode ser feito de barco ou pela trilha da Praia do Félix. Está localizada entre as Praias do Félix e a  de Prumirim. Talvez (não verifiquei isto) tenha trilha saindo da Praia de Prumirim também. 

Praia das Conchas

A praia das Conchas é uma praia bem pequena, uns 30 metros apenas, e totalmente coberta por pequenas conchas, daí a origem de seu nome. Ao seu redor tem muitas pedras e, atrás, a mata bem fechada. À sua frente, está a Ilha do Prumirim.

Praia das Conchas - Ilha do Prumirim à frente

Praia das Conchas



Ilha do Prumirim

O passeio de barco até a Ilha do Prumirim é imperdível. Tem duas opções: uma saindo da Praia do Prumirim (mais perto, custa R$ 30,00 por pessoa) e outra saindo da Praia do Félix (R$ 40,00 por pessoa) - os preços são de julho de 2021. Vários barqueiros oferecem este passeio em ambas as praias. 

Ilha do Prumirim

A Ilha do Prumirim está localizada em frente à Praia do Prumirim, a apenas cinco minutos de barco. Já saindo da Praia do Félix, são dez minutos. Nós saímos da Praia do Félix e foi mais interessante, pois, de quebra, passamos em frente às Praias do Português, das Conchas e do Prumirim.

Praia do Félix

Praia do Português

Praia das Conchas

Praia do Prumirim

O barco é pequeno, não sei ao certo a capacidade, talvez umas oito pessoas; fomos só nós três da família. Todos devem usar colete salva-vidas. Se o mar estiver um pouco mais agitado, talvez bata um pouco, mas achamos o passeio seguro, apesar de termos nos assustado um pouquinho no início, pois o motor do barco parou e demorou alguns minutos para voltar a funcionar, mas deu tudo certo.

O barco nos esperando

A Ilha do Prumirim tem uma praia fantástica. Ela é bem plana e larga, com areia clara e fina e com aproximadamente 400 metros de extensão. Há uma pequena e simples infraestrutura de bar e banheiro, e boa área sombreada para quem preferir fugir do sol. Leve água, lanche, protetor solar, celular, canga e até guarda-sol, se possível.

É um local para você ficar por horas ou passar o dia, basta combinar o horário de retorno com o barqueiro. Se quiser ficar mais tempo ou voltar antes, os barqueiros têm Whatsapp - é só mandar uma  mensagem e pronto, bem tecnológico.

Nós ficamos por umas quatro horas lá e levamos uma bolsa térmica com bebidas, frutas e sanduíches. Paraíso total, principalmente por ser um dia de semana - não tinha mais que umas cinco famílias.


Falando em Ilha, Ubatuba tem várias em seu litoral e há passeios de barco para algumas delas, em lancha ou escuna. As mais conhecidas são: ao norte de Ubatuba, as Ilhas do Prumirim (a única que visitamos), das Couves, dos Porcos e da Selinha; e, ao Sul, as Ilhas Anchieta, Maranduba e do Pontal. 

Para a Ilha das Couves é melhor pegar um barco na Praia de Picinguaba (está a 28 km da Praia do Félix, é uma das últimas praias de Ubatuba, depois já é Paraty/RJ). O trajeto da Praia até a Ilha leva em média 20 minutos.

Já para a Ilha Anchieta, o ideal é pegar um barco no Saco da Ribeira (está no litoral sul, a 34 km da Praia do Félix).


Praia do Prumirim

Mais uma praia do litoral norte, a 5 km da Praia do Félix, onde estávamos hospedados.

Praia do Prumirim

Tem características parecidas com a Praia do Félix, com apenas algumas diferenças: é mais inclinada e menor um pouco, cerca de 800 metros de extensão; a mata, apesar de estar próxima à praia, é mais baixa e faz menos sombra. O sol se põe um pouco mais tarde por ali.

Praia do Prumirim - lado direito

Praia do Prumirim - lado esquerdo

Praia do Prumirim - canto direito próximo à foz do Rio Prumirim

Um outro ponto bem bonito é a foz do Rio Prumirim, que fica do lado direito da praia. Muitos dos barcos que fazem os passeios, vão para o rio no fim do dia, onde ficam ancorados.

Foz do Rio Prumirim

Rio Prumirim

A praia tem uma boa infraestrutura de bares, muito bonitos por sinal.


O acesso à praia é da mesma forma que a do Félix, pela Rio-Santos, entra por um condomínio, percorre um pouco menos de 1 km, onde está o estacionamento pago (mesmo valor do Félix, R$ 12,00 - como disse anteriormente, o mesmo  ticket pode ser usado em outras praias no mesmo dia). Depois, só seguir a pé por uma trilha de 100 metros aproximadamente.

Caminho do estacionamento para praia

No final da praia, à esquerda, quando acha que a praia acabou, tem uma grande surpresa. Ligeiramente oculta pelas pedras, há uma passagem pela areia mesmo, não tem que transpor as pedras, que leva à Praia Canto Itaipu, com apenas 200 metros de extensão. É uma praia muito bonita, porém a incidência de sol é bem pouca. Vale muito fazer essa caminhada até lá.

Praia Canto Itaipu

Praia Canto Itaipu

A região do Prumirim tem muitos atrativos: a praia, a ilha, o rio e a cachoeira, que infelizmente não deu tempo de conhecer. Para quem gosta de caminhar, tem uma trilha saindo da praia, ou pode-se chegar de carro e acessar a cachoeira pela rodovia, bem próxima. 

A Ilha do Prumirim está bem em frente a esta praia, de onde também saem barcos para passeios. Pode ser uma boa opção para quem quer ir até a Ilha mais rápido e pagar menos também.

Praia Canto Itaipu e a Ilha Prumirim em frente

Ilha do Prumirim vista da Praia do Prumirim

Nesse dia, nosso objetivo era apenas conhecer a Praia do Prumirim, mas resolvemos de última hora fazer um passeio, no período da tarde, na Praia de Perequê-Açu e no Centro de Ubatuba (orla, igreja e praça) - Mapa.

Praia de Perequê-Açu 

Estando hospedado na Praia do Félix, como nós, a região mais próxima para compras (supermercado, farmácia, outros) é em Perequê-Açu.

A intenção era ir até o centro de Ubatuba, mas passamos por Perequê-Açu para eu relembrar quando estive nessa praia pela primeira vez, há quase 50 anos, onde minha família ficou acampada. Na época, era um lugar sem qualquer infraestrutura; atualmente, é uma praia urbana, o que não gosto muito, mas valeu ter voltado ali.

Praia Perequê-Açu



Centro de Ubatuba

Nossa passagem pelo centro de Ubatuba foi bem rápida. Atravessamos a Ponte Félix Guisard (liga Perequê-Açu ao centro de Ubatuba) e estacionamos o carro na orla, na Avenida Iperoig, que também dá nome à Praia. Ubatuba era chamada Iperoig (do Tupi "rio dos tubarões") quando era uma aldeia.

A Praia de Iperoig tem um bonito visual, mas não é própria para banho. É ideal para um passeio pelo calçadão admirando as belezas naturais da região. 

Calçadão da Praia de Iperoig

Praia de Iperoig

Praia de Iperoig

No calçadão também estão o chafariz, a estátua do Padre José de Anchieta, o Marco da Paz (simboliza o ideal dos povos na busca da paz, fraternidade e solidariedade), o Farol do Cruzeiro, a Feira de Artesanato, entre outros.

Chafariz

Farol do Cruzeiro

Marco da Paz

Padre José de Anchieta

A Praia de Iperoig, também conhecida como Cruzeiro, é de grande importância histórica. Ela foi palco da Confederação dos Tamoios (denominação dada à revolta liderada pela nação indígena Tupinambá, que ocupava o litoral do Brasil entre Bertioga e Cabo Frio, envolvendo, também, tribos situadas ao longo do Vale do Paraíba, contra os colonizadores portugueses, entre 1554 e 1567); do Tratado da Paz de Iperoig (foi um tratado de paz efetuado entre os portugueses e os índios tamoios em 1563); e foi em suas areias que o Padre José de Anchieta escreveu o poema “A Virgem” (escrito enquanto aguardava as negociações do armistício de Iperoig).

Da orla, demos uma passadinha na simpática Praça da Igreja, onde tem um coreto de 1971 e o obelisco, que é o marco zero de Ubatuba, construído em 1937, para celebrar o terceiro centenário da criação da Vila de Ubatuba (nome antigo da cidade). 

Praça da Igreja - obelisco ao centro

Coreto da Praça da Igreja

Também fizemos uma visita, quase obrigatória para nós, à Igreja Exaltação da Santa Cruz, 1866, muito bem preservada. Em seu interior, nos chamou a atenção o altar em forma de canoa, em homenagem a São Pedro, pescador. Como é uma canoa indígena, entendemos ser também uma alusão ao nome da cidade (ubá=canoa). 


Paróquia Exaltação da Santa Cruz

Interior da Igreja Exaltação da Santa Cruz

Altar em formato de canoa

Igreja Exaltação da Santa Cruz

Ubatuba não é feita apenas de praias e Mata Atlântica, é uma cidade rica em história e cultura. Tivemos apenas uma pequena mostra da cidade. Tendo tempo, curiosidade e vontade dá para conhecer muito mais. Voltaremos.