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DIAMANTINA - MG - 04/2014

Saímos de Brasília na quarta-feira (30/04/2014) às 17h15 com destino a Diamantina.
A viagem foi organizada e conduzida pelo Elson (Fora da Cidade Expedições & Turismo).
Nosso grupo era de 9 pessoas, estavámos em 3 carros 4x4 (recomendável para proposta da viagem).
Optamos por pegar a BR 040 somente em Paracatu. Saímos de Brasília passando por Unaí (caminho 20 km mais longo, porém com menos movimento). Depois de rodarmos 350 km paramos em João Pinheiro para dormir, no Hotel Lícia (hotel de beira de estrada, limpo, com boa cama e bom café da manhã - diária do hotel de R$ 140,00 o casal).

Na quinta feira (01/05) continuamos em direção a Diamantina (390 km). 

Estrada para Diamantina - um dos carros da expedição


Hospedamo-nos em
Biribiri (12 km de terra de Diamantina), na Pousada Vila do Biribiri. A pousada ainda não está 100% construída, mas já conta com apartamentos agradáveis e bom café da manhã, com ressalva para o chuveiro fraquinho e frio. Na pousada também tem apartamentos para 3 e 4 pessoas. Biribiri é uma pequena vila, bedm aconchegante e sossegada, ideal para descansar. 



Biribiri

Biribiri
Lá existem dois restaurantes/bares, o do “Adilson” e o do “Raimundo Sem Braço”, onde almoçamos - pratos de R$ 50,00 a R$ 90,00 que servem de 3 a 6 pessoas, bastante em conta (assista a reportagem do site Trilhas do Sabor” do Bar do Raimundo)

Bar do Raimundo - linguiça defumando

Cachaças do Raimundo


Depois do almoço fomos fazer um pequeno “city tour” em Diamantina. Conhecemos a Catedral Metropolitana de Santo Antônio - a atual matriz de Diamantina foi construída entre 1933 e 1940, em substituição à antiga igreja de Santo Antônio do Tejuco. Os destaques ficam por conta dos altares laterais, que remetem ao estilo barroco.


Catedral de Santo Antônio

 Visitamos também a Casa da Glória - um dos cartões-postais de Diamantina, a construção do século 18 traz dois sobrados interligados por um passadiço sobre a rua. 

Casa da Glória - Passadiço


Passamos pela igreja de São Francisco de Assis (pena que estava fechada) e a famosa Rua da Quitanda - onde é realizada, nas noites de sábado (nem todos os sábados), o concerto chamado Vesperata, que reúne uma multidão na rua. Na ocasião, as sacadas dos sobrados coloniais são tomadas por músicos que tocam valsas, boleros, sambas e MPB.

Retornamos a Biribiri e fomos ao bar do Adilson (éramos os únicos no bar), colocamos uma mesa no meio do gramado e curtimos uma noite estrelada.

No dia seguinte, sexta-feira, saímos cedo em direção a Gruta do Salitre - 26 km de Biribiri (estrada da terra). Fomos recepcionados e guiados pelo Alex, doutor em biologia, membro da ONG Biotrópicos, profundo conhecedor da gruta e apaixonado por Diamantina.
Aprendemos muitas coisas nesta visita, além de curtir o visual do local. Dentre elas, que a Serra do Espinhaço, presente em Diamantina, é considerada a única cordilheira do Brasil. Há mais de um bilhão de anos em constante movimento, é uma cadeia de montanhas bastante longa e estreita, entrecortada por picos e vales em paisagens de grande beleza. Tem cerca de 1.000 quilômetros de extensão, estendendo-se do Quadrilátero Ferrífero ao norte de Minas e, depois de uma breve interrupção, alcançando a região da Chapada Diamantina, na Bahia. A cadeia do Espinhaço é responsável pela divisão entre as redes de drenagem do Rio São Francisco e dos rios que correm diretamente para o  Oceano Atlântico, como os rios Doce e Jequitinhonha. Diversos rios da região Sudeste têm suas nascentes no Espinhaço. Associadas a isso, separa os biomas da Mata Atlântica, a leste, e do Cerrado, a oeste. A infraestrutura na gruta é precária (sem banheiro e local para comprar água - sorte que na nossa expedição tínhamos lanches).

Continuamos a viagem, em estrada de terra, curtindo lindas paisagens. Passamos por Curralinho - pequeno distrito de Diamantina - a 1 km da Gruta do Salitre, com aproximadamente 200 habitantes. É um lugarejo de calmaria invejável. A topografia típica dessa região do Vale do Jequitinhonha, cercada pelo cerrado, muitas nascentes e majestosas montanhas de pedra. A primeira versão da novela Irmãos Coragem, da Rede Globo, foi gravada em Curralinho, e o distrito ainda guarda em sua paisagem a prefeitura municipal de Coroado, sobrado cenográfico que hoje abriga a biblioteca comunitária e um centro cultural.

Entrada da Gruta do Salitre
Igrejinha de Curralinho
Continuando a expedição em direção ao parque do Rio Preto, 42 km, passamos pela ponte do Acaba Mundo. 


Encontro dos rios Jequitinhonha e Soberbo sob a
 Ponte do Acaba Mundo

    Ponte do Acaba Mundo




Visual da estrada - prainha de rio

Continuamos em direção ao Parque do Rio Preto - trilha 4x4 com belíssimas paisagens pelo caminho, porém nós acessamos o parque pelos fundos, onde não tem nenhuma infraestrutura, somente o visual para curtir.  

Trilha 4x4 em direção ao Parque do Rio Preto
Parque do Rio Preto com os nossos carros


Parque do Rio Preto


Depois do parque, iniciamos o retorno de 14 Km, parando em uma prainha para refrescar na água gelada do rio.

Prainha

Depois de passar o dia todo na estrada e tomar um banho de rio, a fome começou a apertar - mesmo com os lanches caprichosamente preparados pelo Elson. Seguimos por mais 29 km em direção à Pousada Estância do Salitre para almoçar (na realidade jantar, pois já passava das 18h). A Estância está a 10 km de Diamantina e tem uma ótima infraestrutura (diárias de R$ 200,00 o casal, almoço de R$ 30,00 por pessoa e R$ 30,00 só para passar o dia). Lá tem piscina aquecida, sauna, tirolesa, e um belo visual, além da cordialidade no atendimento. Comemos uma excelente comida mineira.

Vista na Estância do Salitre

Almoço na Estância do Salitre


Retornamos para Biribiri (25 km). Chegamos às 21h bem cansados, foi tomar um banho e desmontar.



No sábado saímos bem cedo, passamos em frente à Gruta do Salitre, mas logo em seguida pegamos um caminho diferente pela Estrada Real. Passamos por Vau - pequeno vilarejo onde paramos para comer um gostoso pastel do tipo rissole e comprar rosquinhas. Neste local, o Governo do Estado de Minas construiu um centro para os turistas. No vilarejo, andamos uns 300 metros e curtimos o visual de uma passarela de pedestres sobre o Jequitinhonha. Continuamos com belas paisagens e pontes com destino a São Gonçalo do Rio das Pedras (33 km de Diamantina), mais um vilarejo pitoresco.

Vista de mais uma ponte no caminho para São Gonçalo

São Gonçalo do Rio das Pedras

De São Gonçalo, seguimos para MilhoVerde (8 km de São Gonçalo).

Vista próxima a Milho Verde

Capela do Rosário em Milho Verde
Saindo de Milho Verde fomos para a cachoeira do Tempo Perdido, em Capivari (15 km de Milho Verde).


Acesso a cachoeira Tempo Perdido

Antes de pegarmos a trilha para a cachoeira, encomendamos um almoço em Capivari e seguimos 5 km até o estacionamento (R$ 10,00 para estacionar e R$ 4,00 por pessoa para entrar na trilha). Pegamos uma trilha de 1,5 Km (grau 2 de dificuldade em uma escala até 5), cercada de sempre-vivas.


Trilha para cachoeira


Sempre-Viva na trilha da cachoeira


Cachoeira do Tempo Perdido - Capivari


Flor de maio do local onde almoçamos em Capivari


Almoçamos uma galinha caipira e depois pegamos mais um pequeno trecho de terra saindo de Capivari e, como não somos de ferro, o retorno para Diamantina foi pelo asfalto (mais ou menos 100 km).


Retornando de Capivari para Diamantina


Chegamos a Biribiri por volta das 19 horas, mas o dia ainda não havia acabado. Tomamos um banho e fomos assistir a famosa Vesperatade Diamantina que começava às 21 horas. Pegamos os 12 km de Biribiri até Diamantina (passamos por esta estrada 10 vezes entre idas e vindas). Uma opção na Vesperata é reservar uma mesa na rua ao preço de R$ 135,00, mas tínhamos uma reserva em um bar na mesma rua, que foi uma ótima opção. Quando a Vesperata iniciou, saímos do bar para assistir o espetáculo. O local fica bastante cheio. Retornamos para Biribiri quase a meia-noite.


Vesperata

Levantamos bem cedo no domingo para seguir viagem. E vocês estavam achando que íamos pegar a estrada de volta para Brasília, nada disso. Saímos para conhecer o   Cânion do Funil em Presidente Kubitschek (55 km de asfalto e 16 de terra). Fomos com um guia, Fábio, filho do dono das terras onde está localizado o Canion. O valor para entrar é de R$ 10,00 por pessoa. Fizemos uma pequena trilha de 800 metros e voltamos passando pela areia, pedras e água do rio. O local é muito bonito, mas tínhamos pouco tempo para curtir.  


Caminho para o Cânion do Funil

Cânion do Funil

Saímos um pouco depois do meio-dia do Cânion e pegamos 750 km até Brasília, chegando em casa às 21h30. Cansados de corpo, mas descansados de cabeça e alma. Até a próxima!
 Equipe Brasília na Trilha.