menu

MARGEM SUL: PONTE 25 DE ABRIL - CABO ESPICHEL - SESIMBRA - SETÚBAL - ALMADA

Dia 1º de novembro de 2018, quinta-feira, feriado, dia de Todos os Santos em Portugal e nosso primeiro dia de passeio. Iniciamos pelo Cabo Espichel. Este roteiro foi de aproximadamente 150 Km e foi inédito para nós todos.



Cabo Espichel fica na pontinha da margem sul. Para chegar lá é necessário atravessar um dos cartões postais de Lisboa, a vistosa Ponte 25 de abril. 



Informações da Ponte 25 de abril:

  • Ponte rodoferroviária suspensa sobre o Rio Tejo na região conhecida como Gargalo do Tejo (parte mais estreita).
  • 2,27 km de comprimento.
  • Vão livre de 1.013 metros.
  • 70 metros de altura.
  • 6 vias de tráfego para carro (3 em cada sentido) na parte superior.
  • Tem 2 linhas eletrificadas de trem no tabuleiro inferior.
  • A parte rodoviária foi inaugurada em 6 de agosto de 1966 com o nome do Ditador Salazar.
  • A parte ferroviária foi inaugurada em 29 de julho de 1999. 
  • Após a Revolução dos Cravos ou Revolução de Abril, em 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial de Salazar, a Ponte teve o nome mudado para Ponte 25 de Abril.
Ao longo da margem do Tejo, em Lisboa ou Almada (na margem sul), é possível avistar a ponte.

 Ponte vista do Santuário do Cristo Rei em Almada (nosso último ponto do roteiro deste dia)

Vista da Ponte da Praça do Comércio (nossa última hora em Lisboa) - Que despedida de Lisboa!
Continuando o passeio, um pouco adiante da travessia da Ponte 25 de Abril, pegamos uma bela rodovia de pista simples com destino ao Cabo Espichel - localizado a oeste da Vila de Sesimbra e inserido no Parque Natural da Arrábida.

Rodovia para o Cabo Espichel
Confesso que me surpreendi com a beleza do local. A vontade era passar o dia todo por lá, fazendo um piquenique e contemplando cada cantinho. Além das belezas naturais e da Baía dos Lagosteiros há várias edificações interessantes e com muita história.


O Farol:  um dos mais antigos de Portugal, inaugurado em 1790. Tem visitação gratuita, porém estava fechado quando fomos - abre apenas às quartas-feiras no período da tarde. Na visita é possível admirar a paisagem do alto da torre de 32 metros - são 135 degraus de pedra e 15 de ferro para subir.


A Casa da Água: foi construída em 1770 por iniciativa do Rei D. José I - que nesse ano ali se deslocou em romaria. Tem forma hexagonal e no interior tem uma uma fonte em mármore. Era abastecida pelo Aqueduto do Cabo Espichel que vinha de uma aldeia distante 2,5 km dali. Todo o conjunto foi restaurado pela Câmara Municipal de Sesimbra em 2016-2017. Uma pena que estava fechada.


A Ermida da Memória: edificação que contém no seu interior um painel de azulejos que narra a lenda da aparição da Senhora do Cabo em 1410. A lenda relata o sonho de dois idosos que veem a Santa ser carregada por uma mula branca subindo a falésia e marcando a trilha com seus cascos. Esta trilha mais tarde foi identificada como sendo de dinossauros. Tem-se uma vista muito bonita daqui.


Igreja de Nossa Senhora do Cabo: obra iniciada em 1701 e terminada em 1707. Destacam-se na igreja o mármore colorido, o teto e o órgão.


Casa dos Círios: são os alojamentos nas laterais da igreja para hospedagem de peregrinos.

Cruzeiro: local onde realmente começa o Santuário, localizado ao final da Casa dos Círios de frente para igreja.

Cruzeiro - Igreja - Cada dos Círios - Café à esquerda da Casa dos Círios

Ruínas da Casa de Ópera: onde, durante as riquíssimas festas anuais, se reuniam a população e a família real para espetáculos de ópera e teatro.


Já na saída do Cabo Espichel passamos no Café, localizado próximo ao Cruzeiro, e saboreamos um suco de Romã, típico da região.

Já estava caminhando para o carro quando senti um cheiro muito bom, era um imenso pé de figo carregado. Tive que me aproximar para ver e sentir seu aroma.


Hora de continuar o passeio. O retorno agora era pela costa para apreciar o mar. Já na hora de sair um senhor sugeriu que passássemos pelo Castelo de Sesimbra, distante apenas 15 km do Cabo Espichel. Não estava no roteiro, mas como era caminho, fomos lá. 

É um castelo medieval em estilo romântico mandado construir pelo Rei Sancho I por volta do ano 1201. Na Torre de Atalaia (construída no reinado de D. Diniz) tem uma pequena exposição sobre o castelo.

Torre de Atalaia
O Castelo de Sesimbra está localizado no alto de uma falésia onde é possível avistar a cidade, o mar e toda a vegetação ao redor.



Dentro das muralhas do castelo está a Igreja de Nossa Senhora da Consolação do CasteloA igreja atual é de 1721 e passou por diversas intervenções nos séculos seguintes, porém, entre os anos de 1965 a 2001 esteve fechada. Em 2001 foi reaberta ao público. Ela é toda ornamentada de azulejos em seu interior.  



É um lugar tranquilo, com estacionamento interno, entrada gratuita e ainda tem uma cafeteria.

O destino seguinte foi Setúbal, mas no caminho tinha muita coisa para apreciar. Passamos pela estrada entre a Serra da Arrábida e o mar com algumas praias, entre elas a dos Galapos, Galapinhos e Figueirinha (distante apenas 20 km do Castelo de Sesimbra e 10 km de Setúbal). O visual é incrível e chega a ser perigoso, pois a estrada é estreita e você quer ver tudo, então, o melhor é parar o carro sempre que possível.








 
Serra da Arrábida
 
Praia da Figueirinha



Chegamos em Setúbal pela bonita Avenida Luisa Todi (cantora lírica portuguesa nascida em Setúbal em 1753). Caminhamos pela praça no canteiro central e fomos ao Mercado do Livramento, cuja bela fachada é em estilo Art Deco, inaugurado em 1930. Em seu interior tem grandes painéis de azulejo. Almoçamos em um dos Restaurantes da Avenida.

 
Mercado do Livramento















Depois do almoço fomos conhecer um pedacinho da parte histórica da cidade. Sempre que visitamos uma cidade gostamos de conhecer a praça central e a Igreja Matriz, e em Setúbal não foi diferente. 
Praça de Bocage (antiga Praça do Sapal) é uma homenagem ao poeta setubalense Manuel Maria Barbosa de Bocage, nascido em 1765, e homenageado em 1871 com uma estátua de mármore branco de dois metros de altura em um grande pedestal.


 
Praça de Bocage com estátua ao centro e Igreja
 
Praça de Bocage
 
Praça de Bocage
 
Praça de Bocage

Na Praça encontra-se também a Igreja de São Julião, que estava fechada, o edifício dos Paços do Concelho e outros edifícios de importância histórica.


Paços do Concelho

Igreja de São Julião
A passagem por Setúbal foi rápida, apenas para ter uma ideia de como é a cidade que, com certeza, tem muitos outros atrativos e muita história. A intenção era passar em seguida na Quinta da Bacalhoa, distante apenas 12 km, mas não pesquisei antes (lição aprendida) e como era feriado estava fechada (consultamos na Web antes de sair de Setúbal). Se estivesse aberta, teríamos que deixar o Santuário (destino seguinte) para outro dia.  Então, fomos direto para o Santuário Nacional de Cristo Rei em Almada - bem próximo da Ponte 25 de Abril, distante 42 km da Praça de Bocage, em Setúbal, por uma estrada excelente, aliás, todas as estradas em Portugal são excelentes, apesar dos muitos pedágios.

O Santuário, inaugurado em 1959, nos surpreendeu com a altura do monumento ao Cristo Rei - são 82 metros do pedestal mais 28 da estátua de Cristo. Vista de Lisboa parecia ser bem menor. 

Em 1934, durante uma visita ao Rio de Janeiro, o Cardeal de Lisboa Dom Manuel Gonçalves Cerejeira se inspirou no monumento do Cristo Redentor para construir um similar em Lisboa. Outro motivo para construção foi um voto formulado pelo episcopado português reunido em Fátima a 20 de abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. 



A vista do Rio Tejo e de Lisboa é muito bonita. A entrada no Santuário é gratuita. Caso queira subir ao mirante de elevador, terá que pagar. 


Vista da Ponte 25 de Abril e Lisboa do Santuário


Mirante
No local tem lojinha, lanchonete, banheiros e estacionamento. Na base do pedestal encontra-se uma bonita capela. 

Saindo do Santuário demos uma pequena volta por Almada, passando pela região conhecida como Cacilhas, à margem do Rio Tejo, que funciona como uma integração dos transportes públicos, inclusive fluvial, onde é possível pegar um barco conhecido como cacilheiro para fazer a travessia. Lá se encontra a Fragata Dom Fernando II e Glória que navegou entre os anos de 1845 e 1878, atualmente é um museu da Marinha Portuguesa. A Fragata foi batizada em homenagem ao casal real português, o rei-consorte D. Fernando II e a Rainha D. Maria IIcujo nome era Maria da Glória. O "Glória" do seu nome também se referia à sua santa protetora, Nossa Senhora da Glória. Além da fragata tem também um submarino - não sei se é aberto a visitação. 

Uma coincidência foi que passamos lá no dia 1º de novembro e achamos  a região muito movimentada, com muitas barraquinhas na rua, mas só agora descobri que estava sendo realizada naquele dia a Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso, evento que ocorre ali desde o período pós-terramoto de 1755.



Já estava chegando o final do dia e voltamos para casa em Lisboa. No caminho passamos por mais um cartão postal, aliás, passamos por ele diversas vezes ao longo de nossos dias - o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa - construído entre os anos de 1731 e 1799 e Monumento Nacional desde 1910. Os recursos para construção deste sistema de abastecimento foi proveniente de um imposto denominado Real de Água sobre bens essenciais como o azeite, o vinho e a carne. Os arcos do Vale de Alcântara têm uma extensão de 941 metros, composto por 35 arcos, incluindo, entre estes, o maior arco em ogiva, em pedra, do mundo, com 65,29 metros de altura e 28,86 metros de largura. Um fato extraordinário é que o aqueduto resistiu ao grande terremoto de 1755 que destruiu grande parte de Lisboa. Escrevendo agora no blog descobri que, juntamente com o Museu da Águao aqueduto é aberto à visitação.


Aqueduto de Lisboa no Vale do Alcântara


LOCAÇÃO DE CARRO OU TRANSPORTE PÚBLICO/PRIVADO

Sobre esse assunto eu sempre gosto de comentar alguma coisa, pois a cada viagem descubro algo a mais. Acho impressionante como uma coisa tão trivial acaba sempre gerando dúvidas e, às vezes, estresse. Vai dizer que você não pensa toda vez que vai alugar um carro: qual a pegadinha desta vez? Vamos lá ... Vou fazer alguns comentários sobre algumas experiências que tive e algumas dúvidas que sempre tenho.

A primeira análise que faço é se vale a pena ou não alugar um carro. Este post é relativo a Lisboa, então, vou me ater às características da cidade. Entretanto, muita coisa se aplica a outras cidades também. Se estivesse falando dos Estados Unidos aí a história seria outra.

Independente do preço, se sua intenção é conhecer cidades próximas de Lisboa fazendo um bate e volta, compensa; a não ser que você esteja sozinho. Como éramos 4 pessoas, compensava mesmo.

Agora, se sua intenção é ficar apenas em Lisboa, então não compensa alugar um carro. Não só pelo custo, que realmente é mais alto com o carro, mas principalmente pela dificuldade de estacionamento. Outro ponto contra a locação é a facilidade do transporte público e aplicativos de transporte em Lisboa.  Se você gosta de tomar um vinho português, então, nem pense em alugar carro.

Assim, alugamos um carro somente para a primeira semana, que foi dedicada a visitar algumas cidades próximas, e ficamos depois uma semana sem carro visitando apenas Lisboa. Usamos o metrô, que é excelente, apesar de caro para o nosso Real (1,45 Euros). Usamos também o aplicativo Uber e um novo aplicativo em Lisboa o Taxify, que é um pouco mais barato que o Uber. Há outros. Os carros, tanto de um aplicativo quanto do outro, são muito bons. Em geral, são os mesmos motoristas que trabalham com mais de um aplicativo.

Voltando à locação - observe algumas questões:
  • Alugar o carro direto em uma locadora ou em sites de aluguel como a Rentalcars, Rentcars, Argus Car Hire, Decolar e outras. Tenho conseguido melhores preços normalmente nos sites de aluguel.
  • Sobre seguro do veículo. Normalmente faço a cobertura total, que na maior parte das vezes é obrigatória e já está inclusa no preço da locação. porém, existe também o seguro da franquia. Dependendo do carro a franquia pode ser muito alta, compensando fazer o seguro da franquia. Este seguro pode chegar próximo ao valor pago pela locação e elevar muito a sua despesa. Dessa forma, sempre fico na dúvida sobre o que é melhor. Na minha opinião se você se sente seguro para dirigir fora do Brasil e a franquia não for absurda, talvez seja melhor não contratar. Para colocar mais uma dúvida, existem duas opções para contratar este seguro: pelo site de locação - exemplos de sites como os citados acima e não o site de uma locadora específica ou no balcão da locadora no momento de retirar o carro. Quais as diferenças entre eles? São duas as principais: preço e processo de reembolso. No balcão é quase o dobro do valor, porém, se você tiver problemas com o carro não é necessário pagar nada, o seguro cobre tudo na hora. Já ao contratar pelo site de aluguel, havendo sinistro, você deverá arcar com as despesas e solicitar o reembolso depois junto à seguradora. Pergunta que não quer calar: qual será a burocracia envolvida no processo? Será que você receberá o reembolso se já não estiver mais no país? Com certeza haverá dificuldades, pois terá que voltar ao país para receber o reembolso.
  • Observe onde será retirado o veículo. Algumas locadoras oferecem preços bem abaixo da média, mas os veículos são retirados fora do terminal aeroportuário e, dependendo da distância, pode ser desconfortável depois de uma viagem longa.
  • Pedágios. Principalmente se você vai sair da cidade, lembrando que estou falando de Lisboa, tem uma infinidade de pedágios nas rodovias. Neste caso, é bom contratar o serviço de ativação de passagem livre nos pedágios. Custa em torno de 1,5 Euro por dia. Vale a pena, pois você não enfrenta filas e não tem dúvidas de como pagar em pedágios automáticos. Dependendo do pedágio, nem tem como pagar localmente e, para piorar,  depois você receberá a cobrança do pedágio e da multa em seu cartão de crédito. Ouvi dizer que existe um site onde é possível fazer o pagamento dos pedágios, mas não sei qual é e nem como funciona. Eu prefiro pagar a taxa de ativação do serviço. Além do mais são muitos os pedágios. Eu estava assistindo um canal de TV local e vi os portugueses reclamando do excesso de pedágios e a fortuna que é arrecadada. Realmente as estradas são muito boas e bem sinalizadas, mas que é caro isto é. Na locadora eles bloqueiam um valor no seu cartão (bloquearam 75 Euros no meu) e depois é feito o ajuste de quanto efetivamente você gastou.
Outros aspectos importantes para refletir antes de alugar o carro:
  • A gasolina em Lisboa é muito cara, em torno de 1,5 Euros o litro.
  • Em todos os lugares por onde passei os estacionamentos eram pagos, não vi nenhum gratuito. Não é absurdo o preço, mas de Euro em Euro você acaba gastando um bom dinheiro.
  • Não se iluda, é difícil encontrar vagas e estacionamento próximo de onde quer ir, afinal, são pontos turísticos.
Aproveitando, ainda faço um comentário sobre um outro tipo de transporte em Lisboa, principalmente nas regiões mais turísticas, são os tuc tucs ou tuk tuks. É uma febre na cidade, e pela simplicidade que são, pelo custo de manutenção, de aquisição e menor consumo de combustível que um carro deveriam ser mais baratos para contratar. Comparem antes, pois pode custar muito mais caro que um táxi. 

TAX FREE

A Europa não é o paraíso das compras, como os outlets americanos, mas uma coisa ou outra a gente acaba comprando. Então vou dar uma dica que muitos já sabem, mas às vezes esquecem - TAX FREE.

Fizemos três pequenas compras: uma na sensacional loja da Decathlon, outra no lindo Outlet FreePort e outra em uma loja de calçados na Praça do Rossio. 

Nestas três localidades fizemos uso do Tax Free. Cito essas lojas apenas como exemplo, acredito que a maioria ofereça. Basta na hora de pagar informar-se se tem direito o Tax Free - um dos requisitos é a compra ser acima de 61,50 Euros (novembro de 2018).

O detalhe importantíssimo é estar com o passporte de quem vai embarcar com os produtos comprados. A loja emite um formulário, você assina e fica com uma via junto com a nota fiscal.

Tax Free é a devolução do imposto chamado IVA (imposto sobre valor agregado). Não sou especialista em impostos e não sei se este imposto varia de produto para produto (se tem alíquotas diferentes), o que sei é que recebemos mais de 10% do valor da compra de volta.

No caso das compras feitas no Outlet Freeport a devolução do imposto é feita lá mesmo, em uma Casa de Câmbio, logo na entrada. Ainda assim é preciso apresentar a nota fiscal no serviço alfandegário no aeroporto no dia do embarque.

Mas nem tudo são flores, o processo é um pouco trabalhoso.

Para facilitar sua vida coloque todos os produtos comprados em uma única mala. Check in feito, já no aeroporto, imprima a etiqueta de despacho da mala, mas não a despache. Consulte na sua empresa aérea, no nosso caso foi a TAP, onde identificar a bagagem que está com os produtos que serão isentos de impostos. No balcão o atendente fará o registro do código da mala no sistema.

Siga para os terminais de Tax Free. Estão localizados na área de check in, próximos ao guichê 114 (Aeroporto de Lisboa). Lá uma funcionária o atenderá e passará no scanner seu passaporte e a nota da compra com o formulário de Tax Free que a loja preencheu. Se acender a luz verde, estará livre para despachar a mala. Se acender a luz vermelha, deverá dirigir-se ao balcão da alfândega, onde as autoridades irão conferir suas compras. Luz verde para nós, ufa!

Você acha que acabou? Ainda não, mas pode despachar a mala, ou se a compra estiver na bagagem de mão siga para o embarque. Depois de passar pelo RX e pela Imigração encontrará uma loja da Global Blue, onde receberá seu dinheiro. Não sei o motivo, mas alguns reembolsos são pagos em outra loja de câmbio próxima ao Starbucks - pouco à frente da Global Blue. No caso do Outlet que lhe pagou antes, tem um detalhe importante, caso você não faça o processo no aeroporto o dinheiro que você recebeu será debitado do seu cartão de crédito. Clique aqui para acessar o site da Global Blue onde tem mais informações do uso do regime Tax Free.

HOSPEDAGEM LISBOA - Novembro de 2018

Ao escolher o tipo de hospedagem repetimos o que temos feito nas últimas viagens, ou seja, optamos pelo AirBnb.

Alugamos um apartamento de dois quartos e dois banheiros para 4 pessoas. Alugar um apartamento fica uns 30% mais barato que um hotel do padrão Ibis, por exemplo. Temos percebido que o valor de hospedagem em Lisboa tem aumentado consideravelmente, não apenas porque o nosso Real tem desvalorizado frente ao Euro, mas também porque o turismo em Portugal tem aumentado muito e os preços vêm subindo exponencialmente. Para terem uma ideia, o apartamento que alugamos em fevereiro de 2018 quase dobrou de preço com relação a novembro de 2018.






Uma vantagem do apartamento é permitir ter mais conforto, não ficar confinado num único cômodo, ter uma maior interação entre todos e ainda a possibilidade de tomar o café da manhã e fazer um  lanche no final do dia/noite em casa com um custo mais reduzido que num hotel.

Para alugar é importante observar algumas questões: 

  • Escolher o bairro: desta vez saímos um pouco da região central e optamos por ficar em uma região mais moderna (ficamos no Bairro Laranjeiras), com facilidade para pegar as rodovias (durante uma semana ficamos com carro alugado) ou facilidade para pegar o Metrô (na segunda semana usamos o Metrô - Estação Laranjeiras). A Estação estava a 10 minutos de caminhada do apartamento - linha azul - liga Laranjeiras ao centro de Lisboa.

  • Verificar se nas proximidades tem comércio, principalmente padaria e supermercado. No nosso caso era no mesmo quarteirão do prédio.
  • Outro ponto importante é estacionamento. Esta questão está ficando um pouco complicada em Lisboa, pois tem mais carro que vagas, o que não é diferente das grandes cidades do mundo. No apartamento que alugamos não tinha vaga na garagem e os estacionamentos públicos são pagos nos parquímetros entre 19 horas e 9 horas da manhã. Programávamos nossas saídas sempre até as 9 horas e acabávamos chegando já depois das 19h, ou seja, praticamente não pagamos estacionamento próximo do apartamento. Achamos vaga todos os dias, porém precisávamos procurar um pouco, nada tão crítico.
  • Ler com muita atenção os comentários de quem já se hospedou no local escolhido. Os comentários costumam ser muito úteis.
  • Sempre tem uma coisinha ou outra que poderia ser melhor no aluguel. Nesse apartamento, por exemplo, achamos que os colchões, travesseiros e chuveiro poderiam ser melhores, mas não comprometeram a nossa estadia. Os pontos positivos do apartamento eram muitos.
  • Verificar a política de cancelamento, pois ela varia muito de imóvel para imóvel.
  • Verificar se tem ar condicionado ou aquecedor, pois as temperaturas no verão são muito altas e no inverno faz um pouco de frio. Fomos no outono e a temperatura estava entre 7º e 15ºC.
  • Ficamos na Rua Abrantes Ferrão em Laranjeiras. A referência é a Loja do Cidadão, que está praticamente ao lado do prédio. Ficamos perto também do Estádio da Luz (Estádio do Benfica) e do Shopping Colombo - mapa abaixo.


Para ver mais detalhes do apartamento que alugamos clique aqui.

Observação sobre o valor do aluguel: os preços do Airbnb variam muito dependendo do dia/mês. Além do valor da diária também tem a taxa de limpeza, taxa do Airbnb e impostos. Dependendo da quantidade de hóspedes o preço também varia.