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BEM-VINDOS AO BRASÍLIA NA TRILHA

Somos uma família de Brasília e gostamos de fazer trilhas a pé e de carro e de viajar pelo Brasil e pelo mundo.
Começamos nosso blog em 2014 e deixamos de fora muitas viagens incríveis que já fizemos.
Relataremos aqui nossas viagens com fotos, dicas, preços, roteiros e muito mais. Esperamos que você acompanhe nosso blog e faça maravilhosas viagens! 
Caso tenha alguma dúvida, estaremos no email brasilianatrilha@gmail.com.

Todas as nossas postagens podem ser visualizadas no menu acima.

Iniciamos em setembro de 2015 um novo projeto - Brasília é 10.  Para entender o projeto clique aqui. Antes de cada postagem, visitaremos cada uma das atrações candidatas e publicaremos apenas as 10 que acharmos mais legais de cada um dos 10 itens definidos.

A proposta de nosso blog é apenas compartilharmos o que gostamos, não temos nenhum vínculo comercial com ninguém. Relatamos nossos passeios exatamente como aconteceram.

Até a próxima postagem.

Brasília Na Trilha.

PORTUGAL - FEVEREIRO DE 2020

Novamente Portugal, pela sexta vez, mas quase tudo foi novidade. Primeiro, fizemos um roteiro pelas cidades ainda inéditas para nós: Braga, Guimarães, Viana do Castelo, Barcelos, Aveiro, Covilhã, Serra da Estrela, Leiria e Batalha e Évora. Repetimos apenas Leiria e Fátima. Em Lisboa ficamos dois dias na chegada a Portugal e 4 ao final do percurso - Lisboa início da viagem - Lisboa fim da viagem. Apesar de todas as idas a Portugal começarem e terminarem por Lisboa, desta vez os passeios por lá também foram inéditos. Por mais que você vá para Lisboa sempre haverá lugares  para conhecer.

Próxima publicação Lisboa fim da viagem.



Como sempre faço, inicio registrando algumas informações e dicas de locação de veículos, hotéis etc.


  • Locação de veículos

Usei o portal da locadora de veículos Rentalcars , e o carro escolhido foi da SIXT. 

Sempre fico na dúvida se devo ou não fazer o seguro da franquia. E, fazendo, se escolho o seguro da própria locadora ou do Portal de locadoras, no nosso caso a Rentalcars, mas poderia ser do Booking, da Rentcars, da Arguscarhire ou qualquer outro. O valor tanto da franquia quanto de seu seguro costuma ser alto. Fiz a opção pelo seguro da própria Rentalcars, que é caro, mas bem mais em conta do que se contratasse diretamente na locadora, no caso, a SIXT. A diferença não é apenas o valor. Contratar pelo portal tem uma desvantagem: em caso de sinistro, você tem que pagar à locadora primeiro e, depois, solicitar reembolso. Já quando contrata direto pela locadora, embora mais caro, tudo é resolvido por ela. Outra opção é simplesmente não fazer este seguro.

Em Portugal, boa parte dos carros é manual, porém, na hora de pegar o carro, resolvi fazer um upgrade e peguei um automático com motor a diesel. Compensou muito, pois quase a metade do que paguei a mais por ele, economizei no combustível. O diesel é pouca coisa mais barato que a gasolina, no entanto, os carros a diesel são bem mais econômicos, ainda mais que rodamos 2.000 Km.

Outra questão importante: não deixe de ativar o serviço de pedágio automático na locadora.

Por fim, só compensa alugar carro se for viajar, não alugue se for ficar somente em Lisboa, é só problema, trânsito e estacionamento, principalmente. Além do que é muito bom andar a pé por Lisboa, ou de metrô, ônibus e elétrico ou usar os transportes dos aplicativos UBER e BOLT, além de dois outros menos usados.


  • Hotéis

Vou relacionar os hotéis nos quais nos hospedamos em cada cidade, com um pequeno comentário. Nossas reservas foram para 3 pessoas no mesmo quarto, menos em Lisboa, que foi para casal. Fizemos as reservas pelo Booking, exceto o de Braga que foi direto no site da Rede Accor. Nosso critério para escolher hotel é que tenha uma boa relação custo/benefício: conforto razoável, limpo, localizado em região segura e com fácil acesso a transporte público (se não estiver de carro) ou estacionamento (se estiver de carro). Como utilizamos o hotel praticamente para dormir e tomar banho, não precisa ter área de lazer, por exemplo.

IBIS Braga Centro: localizado em Braga foi nossa base para conhecer Guimarães, Barcelos, Viana do Castelo e Braga, logicamente. Tem um bom custo/benefício: está localizado na parte histórica, tem um grande estacionamento subterrâneo ao lado, com desconto para o IBIS (6 euros por 24 horas). Quarto confortável, apenas a ducha poderia ser mais forte, limpo e com um café da manhã bom. O preço foi compatível, ficaria novamente lá.

Hotel das Salinas: localizado em Aveiro. Talvez tenha sido o hotel mais charmoso desta viagem. Ótimo atendimento, bom café da manhã, uma pequena cozinha no quarto, bem decorado e tudo de qualidade, porém, achamos o colchão muito duro. Bem localizado, com apenas três vagas de estacionamento gratuito em frente ao hotel, onde deixamos o carro até o último dia. Foi a diária mais cara de toda a viagem. Não sei se a cidade tem um custo mais elevado de hotéis ou se este hotel está acima da média. Em outra oportunidade pesquisaria um pouco mais.

Santa Eufemia: nos hospedamos neste hotel para conhecer Covilhã e a Serra da Estrela. Apesar de ter nos atendido bem, é um hotel antigo, nada charmoso. Tem nove andares e apenas um elevador bem lento, o que provoca demora quando o hotel está cheio. O quarto e o banheiro são bem amplos, com bonita vista, e cama confortável. O café da manhã poderia ser um pouco melhor, mas atendeu bem. O estacionamento na frente é pequeno, porém, gratuito. A localização é boa, mas distante para ir a pé ao centro histórico (em torno de 3 Km morro acima). Funcionários, principalmente da recepção, muito atenciosos. Achei o preço compatível.  Em uma próxima oportunidade pesquisarei um pouco mais, mas é provável que acabasse ficando lá mesmo.

D. Dinis: localizado em Leiria. Foi a segunda vez que nos hospedamos neste hotel, onde passamos apenas uma noite, e usamos como base para conhecer Batalha, revisitar Fátima e também dar uma pequena volta pela cidade que já conhecíamos. Foi o melhor custo/benefício desta viagem. O hotel foi reformado recentemente e tem ótimos quarto e banheiro. Bem central e com amplo estacionamento gratuito. O café da manhã não surpreendeu, mas foi compatível com os demais. Voltaria com certeza.

Évora: como o nome mesmo diz está em Évora. Foi o maior dos hoteis desta viagem e com certeza o que tinha melhor estrutura. Preço compatível. Apesar de contar com piscinas coberta e ao ar livre, spa e uma grande academia, não utilizamos nada disso. Ao reservar, até pensamos que iríamos usufruir desse conforto, mas gostamos tanto da cidade que não sobrou tempo. Quarto e banheiro confortáveis, bom café da manhã. Amplo estacionamento. Fica um pouco distante do centro histórico - 3 Km, para onde íamos de carro, que ficava estacionado em uma das entradas do centro histórico, gratuitamente. Em uma próxima visita devo procurar um hotel menor, mais próximo do centro e com um custo mais baixo, apesar de ter achado o hotel muito bom. Recomendo.

Holliday Inn Express - Plaza Saldanha: este hotel sem dúvida foi um achado em Lisboa. Bem localizado, ótimo custo/benefício. Tudo novo, bem decorado e muito confortável. O café da manhã foi o melhor da viagem. Bom atendimento. Estacionamento pago, mas não utilizamos, pois devolvemos o carro ao voltar para Lisboa. Voltarei sem dúvida. Aqui a hospedagem foi apenas para mim e minha esposa.


  • Restaurantes

Nos links das cidades que visitamos você encontra algumas sugestões de restaurantes onde comemos.

Nos restaurantes de Portugal é muito comum, colocarem o couvert na mesa, mesmo antes de você pedir. Algumas vezes é apenas um pão e azeitonas, que custam barato, mas as vezes são mais caros que o próprio prato que você escolheu.


  • Roupas

Não leve muita bagagem. Precisando lavar algumas roupas, utilize as lavanderias que têm máquinas self service de lavar e secar. Em menos de 1 hora está tudo resolvido e a baixo custo.


  • Seguro Viagem

Todas viagens que fazemos contratamos um seguro viagem. Não posso dizer que funciona bem ou mal, pois nunca usamos - melhor assim! Contrato sempre na Real seguros - que tem ótimo atendimento e bom preço.

LISBOA - fevereiro de 2020 - início da viagem

Passamos por Lisboa no início e no final de nossa viagem. Chegamos dia 30 de janeiro bem cedo e fizemos um roteiro mais curto, apenas até dia 31. Depois, nos últimos dias, do dia 14 (chegamos à tardinha), até o dia 17 de fevereiro. Finalizando a viagem no dia 18 pela manhã, em que pegamos o voo de volta para Brasília.


Chegando em Lisboa no dia 30 de janeiro de 2020
A experiência em Lisboa desta vez foi totalmente diferente das anteriores. A escolha do que iríamos visitar tinha que ser na maioria locais inéditos para nós. Achamos que teria pouca coisa para conhecer, ledo engano.

Vou descrever primeiro o que fizemos quando chegamos a Lisboa e, depois, o que fizemos no final da viagem. Nos dias que estivemos em Lisboa optamos por não alugar carro, sábia decisão.

Dia 30 de janeiro de 2020

Minha filha mora em Lisboa, no Bairro Saldanha. Então, nos hospedamos na mesma rua, no Hotel Holliday inn, boa opção. Começamos conhecendo o que tinha por perto e depois seguindo para outros locais.

Nosso roteiro a pé foi:  Fundação Calouste Gulbenkian,  Igreja São Sebastião da Pedreira, Miradouro do Jardim Eduardo VII, Praça Marquês de Pombal, Igreja de São Mamede, Jardim do Príncipe Real e Jardim e Miradouro de São Pedro de Alcântara. Por volta de 14 horas, depois de andarmos 5 Km,  paramos  para almoçar no pequeno restaurante local Papo Cheio.
 De noite, jantamos na praça de alimentação do El Corte Inglês. Mapa do  roteiro.

Em 5 minutos de caminhada do hotel chegamos a Fundação Calouste Gulbenkian.

Fundação Calouste Gulbenkian:  é um lugar muito agradável para descansar e apreciar os jardins. Entre nosso grupo, só eu não conhecia todo o museu por dentro. Então, optamos por aproveitar apenas a área de jardins.  






Trata-se de uma instituição de direito privado, cujos fins são a arte, a beneficência, a ciência e a educação. Criada por Calouste Sarkis Gulbenkian, que deixou seus bens ao país sob a forma de uma fundação, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Português em 18 de julho de 1956.




A Fundação proporciona ao público um vasto programa de atividades culturais, educativas e científicas. É uma das mais importantes fundações europeias. Possui uma Orquestra, um Coro, salas de espetáculos e congressos, uma Biblioteca de Arte e um Museu (coleção do Fundador e coleção moderna), além do Instituto Gulbenkian de Ciência (localizado em Oeiras).  Os seus serviços centrais estão sediados em Lisboa e tem delegações em Paris e em Londres, cidades onde Calouste Gulbenkian viveu.

O complexo modernista de edifícios, que inclui a Sede da Fundação, o Museu Gulbenkian e o Jardim, recebeu  o Prêmio Valmor em 1975 e o prêmio Monumento Nacional em 2010, constituindo-se como a primeira obra contemporânea a ser considerada patrimônio em Portugal.

Igreja de São Sebastião da Pedreira: em Lisboa é interessante também conhecer o que se encontra pelo caminho e ter algumas boas surpresas. Esta igreja foi uma delas.


Igreja de São Sebastião da Pedreira
Inaugurada em 1652, no tempo do Rei D. João IVé uma das raras sobreviventes do terramoto de 1755. Foi dedicada ao mártir cristão São Sebastiãocuja vida é retratada no teto e nos painéis de azulejos das paredes. Seu interior tem características do barroco dos séculos XVII e XVIII.


Igreja de São Sebastião da Pedreira

Igreja de São Sebastião da Pedreira
Parque Eduardo VII: sempre digo que este é um lugar obrigatório para ser visitado em Lisboa, principalmente o Miradouro, e em dias de sol. Não esquecendo do Jardim Amália Rodrigues, que está separado do Miradouro por uma rua.Todas às vezes que viemos à Lisboa passamos por aqui. Depois de apreciar a vista, o mais interessante é caminhar até a Praça do Comércio, 3 km abaixo. Neste percurso tem muita coisa para ver. Desta vez descemos apenas até a Praça Marquês de Pombal, 800 metros à diante.


Chegando ao Miradouro do Parque Eduardo VII
Vista do Miradouro do Parque Eduardo VII
O Parque Eduardo VII foi construído na primeira metade do século XX e é o maior parque da região central de Lisboa. No Miradouro  tem um Monumento ao 25 de Abril, inaugurado em 1997, com dois conjuntos de dois obeliscos ao lado.



Descendo em direção à Praça Marques de Pombal
Miradouro do Parque Eduardo VII visto da Praça Marquês de Pombal
Praça Marquês de Pombal: é impossível ir a Lisboa e não passar por esta Praça. Não costuma ser um local para você ficar, mas é um marco importante da cidade.

O monumento homenageando o Marquês de Pombal foi inaugurado em 1934. A praça presta homenagem a Sebastião José de Carvalho e Melo, estadista que conduziu o país para a era do iluminismo, 
tendo governado entre 1750-77. A sua imagem, está no alto da coluna, com a mão pousada num leão (símbolo de poder), com os olhos virados para a Baixa, o centro da cidade de Lisboa, que Pombal reconstruiu depois do terramoto de 1755.


Praça Marquês de Pombal
Continuamos a caminhada saindo da Praça pela Rua Braancamp e depois seguimos pela Rua Alexandre Herculano até o Chafariz do Largo  do Rato. Passamos em frente aos prédios da Procuradoria Geral da República e chegamos à Igreja de São Mamede.

Igreja de São Mamede: mais uma igreja em que entramos por acaso, pois estava no caminho, e foi mais uma boa surpresa.



Começou a ser construída em 1782, mas as obras se prolongaram por muito tempo, sendo aberta apenas em 1861. Em 1921, um incêndio destruiu-a completamente, logo foi reconstruída e reaberta em 1924.



O nosso próximo destino era o Jardim do Príncipe Real. No caminho estava o Museu Nacional de História Natural e Ciências e o Jardim Botânico de Lisboa (pertencentes a Universidade de Lisboa). Não deu tempo para conhecer nenhum deles.

Jardim do Príncipe Real: local bem agradável. Passamos rapidamente por ele.


Jardim do Príncipe Real
Oficialmente Jardim França Borges, localizado perto do Bairro Alto. Foi construído em meados do século XIX. Destaca-se nele um Cedro-do-Buçaco, com mais de 20 metros de diâmetro, o reservatório subterrâneo de água da Patriarcal, o Café/Restaurante, lago, parque infantil, quiosque, escultura do Mestre Lagoa Henriques, em memória do 1º Centenário da Morte de Antero de Quentalo mercado semanal de produtos de agricultura orgânica (biológica) realizado aos sábados.







Seguimos um pouco mais à frente e lá estava o recém restaurado  Miradouro de São Pedro de Alcântara.

Miradouro e Jardim São Pedro de Alcântarafoi construído em 1864 e possui 0,6 hectares, distribuídos em dois níveis. Situa-se na Rua de São Pedro de Alcântara, perto do Bairro Alto. 





O jardim tem um pequeno chafariz e uma bela vista da cidade: zona Baixa de Lisboa, Rio Tejo, Castelo de São Jorge, Sé, Igreja da Graça, São Vicente de Fora e muito mais. 






Há um mapa em azulejos que ajuda a identificar alguns locais de Lisboa. 



Em seguida fomos almoçar. Na região há algumas opções. Escolhemos um restaurante com características de ser frequentado mais por nativos e bem próximo do Miradouro, o Restaurante Papo Cheio. Comida simples, boa e bom preço.

Em outras idas a Lisboa fizemos o percurso inverso, vindo do Chiado e terminando neste mesmo ponto. Alguns metros à diante do Restaurante estão a Igreja e Museu São Roque, que já conhecíamos - vale a pena.

Terminado o almoço bateu o cansaço, pois tínhamos chegado do Brasil  às 6 da manhã. Não teve alternativa, pegamos um transporte de aplicativo e fomos descansar para ter energia para o dia seguinte.

De noite fomos comer alguma coisa perto do Hotel no El Corte Inglês. Ótimo lugar, pois no piso -1 tem comidas rápidas e mais simples e no 7º andar uma área com vários restaurantes gourmet.

Dia 31 de janeiro de 2020

Este dia amanheceu chuvoso e acabamos dormindo até mais tarde. Aproveitamos para comprar algumas coisas na loja Zara, ao lado do El Corte Inglês, e almoçar na mesma região e só depois iniciar nosso passeio.

O local escolhido foi Belém. Por mais que já tenhamos ido a Belém sabemos que é uma região com muita coisa para fazer e mesmo que não queira entrar em um museu, por exemplo, só de andar pelos jardins e curtir a vista do Rio Tejo já compensa. Fomos de transporte por aplicativo. 

Chegamos lá por volta de 15 horas e o objetivo era visitar 3 museus que não conhecíamos:  o MAAT, Museu de Arte,Arquitetura e Tecnologia, que engloba a Central Tejo e o Novo Edifício. Por fim o Museu de Arte Moderna - Coleção Berardo. 

A opção de visitar museus nesta tarde foi o que já pretendíamos e coincidiu com tempo chuvoso, que acaba sendo propenso a este tipo de programa.

MAAT (Central Tejo): o prédio, o visual do Rio Tejo e da Ponte 25 de Abril já chamam a atenção e despertam a curiosidade de quem passa por ali, mas tudo isto torna-se completo com o que tem por dentro.




Mapa representativo da localização do maat em Lisboa
Mapa retirado do site do MAAT

A Central Tejo foi construída entre 1908 e 1951 passando por diversas fases de ampliação. O seu edifício desenvolve-se no perímetro da antiga central termoelétrica - Central Tejo, que iluminou a cidade de Lisboa durante mais de quatro décadas. Ela constitui o antigo Museu da Eletricidade e apresenta nos seus espaços, o passado, o presente e o futuro das Energias, num conceito de Museu de Ciência e de Arqueologia Industrial, onde convivem lado a lado exposições temáticas e experimentais, com os mais variados eventos culturais e empresariais. 



Vale a pena conhecer de perto o processo de geração de energia termoelétrico, no caso desta movida a carvão, além do edifício por dentro, que também é interessante, e a parte iterativa do museu.





Os ingressos podem ser comprados separadamente, do MAAT e a Central Tejo, ou juntos com um pequeno desconto.  Consulte o horário de funcionamento.

Ele foi aberto em 1990, depois passou um tempo fechado para restauração e foi reaberto em 2006.

Nosso próximo destino foi o prédio novo do MAAT, que sempre que  passamos em frente, no calçadão do Rio Tejo, queremos entrar, mas nunca tínhamos entrado e também, infelizmente, não foi desta vez, estava fechado até março, para manutenção.

Seguimos então para o Museu de Arte Moderna Coleção Berardo, passando em frente ao Palácio Nacional  e dos bonitos jardins, e como não podia deixar de ser, comer um pastel de belém (o original pastel de nata).


Palácio Nacional de Belém
Museu Coleção Berardo: arte moderna nunca foi um grande atrativo para nós, mas só o edifício, como foi o também no caso do MAAT, já chamava a atenção, e resolvemos, então, o conhecer por dentro. Para saber o valor do ingresso clique aqui. Observe que muitos dos museus na Europa possuem um dia de entrada grátis. 


Entrada do Museu Coleção Berardo
As salas são coloridas e espaçosas com obras interessantes



Foi inaugurado em 25 de Junho de 2007 e recebe exposições temporárias e uma coleção permanente (Coleção Berardo), que representa a arte moderna e contemporânea, nacional e internacional. 

José Manuel Rodrigues Berardo, conhecido como Joe Berardo, é um empresário e conhecido colecionador de arte português. Desde menino colecionava selos, caixas de fósforos ou postais de navios que atracavam na sua ilha. A revista Exame avaliou a fortuna de Berardo como a nona maior de Portugal, porém sua história é bastante controversa, como pode ser observada no link no início do parágrafo.

O Museu está instalado no CCB - Centro Cultural de BelémO seu acervo inicial (2007) era composto por 862 obras e foi avaliado pela Leiloeira Christie's em 316 milhões de euros.




Quando saímos já tinha escurecido e fomos surpreendidos como uma bela visão do Mosteiro dos Jerônimos.


Mosteiro dos Jerônimos


Mosteiro dos Jerônimos
Depois deste pequeno passeio, pegamos um transporte por aplicativo e voltamos para o hotel, pois no dia seguinte o nosso destino era pegar o carro que alugamos e iniciar nosso passeio por algumas cidades do norte, começando por Braga.

ÉVORA - Fevereiro de 2020

Dia 12 de fevereiro de 2020 foi um dia bem corrido. Depois de passearmos um pouco por Leiria pela manhã, Batalha à tarde e de rodarmos mais 220 km até Évora, conhecida como cidade-museu, ainda tivemos energia para fazermos o reconhecimento da cidade.

O primeiro contato com Évora foi um passeio rápido, apenas para termos uma primeira impressão, e ela foi muito boa. Começamos a pensar que os dois dias destinados à cidade, na realidade um e meio, seria pouco.

Já era começo da noite e fomos jantar no Ristorante Pizzaria L'Italiano. Ótima escolha. Local agradável, sem luxo, mas comida boa e bom preço.

Já bem cansados fomos para o Évora Hotel, que escolhemos por ser maior e com mais estrutura, achando que daria tempo de usarmos a piscina aquecida ou o spa, mas optamos por investir o pouco tempo que tínhamos conhecendo a cidade. De qualquer forma, foi uma ótima estadia.

Para irmos ao centro histórico era necessário usar o carro, o que não foi problema. Estacionamos em uma das entradas da cidade murada, próxima ao Jardim Público e ao Tribunal da Relação de Évora, cortados pela Rua da República, que começa no estacionamento público e gratuito onde deixamos o carro.




Logo que saímos do estacionamento atravessamos o Jardim, que por sinal é bem agradável, e saímos já próximos do primeiro ponto que queríamos visitar, a Igreja de São Francisco e sua Capela dos Ossos.

 
Tribunal visto do estacionamento
 
Fachada do Tribunal na Rua da República

 
Entrada do Jardim Público na Rua da República
 
Jardim Público
 
Jardim Público
 
Jardim Público

Em Évora pode-se comprar um ticket que dá direito a visitar vários museus. Ele é vendido por dia de uso e tem as opções de 1, 2 ou 3 dias. É bom fazer as contas e avaliar se compensa comprar, pois alguns locais de visitação são de graça. Esta informação não está clara nos locais de venda. 

Igreja de São Francisco: a entrada é gratuita, apenas a Capela dos Ossos é paga, e fica à direita da entrada da Igreja.

Igreja de São Francisco
Igreja de São Francisco
É uma igreja de arquitetura gótico-manuelina, construída entre 1480 e 1510. Está ligada aos acontecimentos históricos que marcaram o período de expansão marítima de Portugal. Isso fica patente nos símbolos da monumental nave de abóbada ogival: a cruz da Ordem de Cristo e os emblemas dos reis fundadores, D. João II e D. Manuel I



Segundo a tradição, nesta igreja foi sepultado Gil Vicente, em 1536, dramaturgo e poeta, considerado o pai do teatro português.

O Convento de São Francisco, onde a Igreja está inserida, foi a primeira Ordem Franciscana em Portugal, fundada no século XIII.  O Convento de São Francisco viveu os seus momentos áureos quando a corte do Rei D. Afonso V  começou a usá-lo em suas estadias em Évora. Desta forma, a igreja de São Francisco foi elevada à categoria de Capela Real, daí os múltiplos emblemas régios de D.João II e D. Manuel I. Foi nessa época que o Convento recebeu o título de Convento de Ouro, tal a riqueza com que a Família Real o decorava.


Convento e torre da Igreja de São Francisco
O retábulo atual é da segunda metade do século XVIII, em mármore, obra que contrasta com o ambiente manuelino do espaço. Nele estão as imagens de São Francisco e de São Domingos, como era hábito nas igrejas franciscanas.


Retábulo
Em 1742, D. Frei José Maria da Fonseca e Évora, recém nomeado bispo do Porto, contrata em Lisboa o organeiro genovês D. Pascoal Caetano Oldovino para fazer um órgão novo para a igreja de S. Francisco, entre outros que ele fez.



O cadeiral dos monges está decorado com representações de vários santos franciscanos. 



Nesta igreja tem dez capelas laterais, algumas em talha dourada e com várias pinturas do período renascentista.




Capela da Ordem Terceira
No Batistério está a Pia Batismal da antiga igreja de São Pedro e uma curiosa representação do Batismo de Cristo no Rio Jordão, em cortiça, proveniente do antigo Convento de Santa Mônica.


Pia Batismal
A Casa do Despacho da Irmandade da Penitência da Ordem Terceira tem azulejos azuis, nichos com seis santos venerados pelos terceiros (Santa Isabel de Portugal, Santa Rosa de Viterbo, Santa Margarida, São Luis Rei de França, São Ivo e São Roque), retábulo com talha dourada e uma mesa de confraria.


Sala do Despacho

Capela dos Ossos: o acesso à Capela dos Ossos é pago. Além  da Capela propriamente dita, faz parte da visita o museu e as coleções de presépios - lindíssima - e de pratos.

A Capela foi construída nos séculos XVI e XVII por iniciativa de três frades franciscanos que queriam proporcionar uma melhor reflexão da brevidade da vida humana. 


As ossadas da Capela são provenientes das sepulturas da Igreja do Convento de São Francisco e de outras igrejas e cemitérios da cidade. 


Corredor de acesso a bilheteria da Capela
Sobre a porta da entrada da Capela, em mármore, tem a frase: "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos."



À direita do altar estão os túmulos dos frades fundadores do Convento e, em frete ao altar, está o túmulo do Bispo D. Jacinto Carlos da Silveira, assassinado pelos soldados de Napoleão na invasão francesa de 1808.





Saindo da Capela e entrando na Sala do Capítulo, está uma grande maquete do altar-mor da Sé, feita em Lisboa pelo entalhador João Vicente em 1720. Na verdade, parece um altar de uma capela e não uma maquete.


Maquete do altar-mor da Sé
Destaco ainda nesta Sala os azulejos azuis e brancos com as cenas da Via Sacra, algumas pinturas e a Tribuna Real, onde D. Manuel mandou construir duas grandes janelas para que ele pudesse assistir às missas. Posteriormente serviu como coro-alto. Atualmente estão expostos neste espaço um órgão e uma estante em madeira usadas pelo coro.


Azulejos decorados com cenas da Via Sacra

Órgão e estante do Coro-alto - janelas para D. Manuel assistir às missas
Continuando a visita, seguimos para o segundo piso, onde se encontra o Museu.  Em 2014/15 o espaço onde era o antigo dormitório dos frades, situado sobre a Sala do Capítulo e a Capela dos Ossos, foi recuperado para instalação do Núcleo Museológico. No Museu encontram-se obras de pintores como Francisco João e António de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII,  como as de São Francisco e Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Guia, São João Evangelista, dentre outras; uma coleção de arte sacra em ouro e objetos devocionais. Ainda é possível conhecer a história do Convento e da Igreja de São Francisco e a maquete do Convento.


Corredor central do Museu


Maquete do Convento e da Igreja de São Francisco




São Francisco e Santa Clara venerando a Eucaristia



Também como parte do restauro do segundo piso, foi criada, sobre as capelas laterais da Igreja, uma galeria para expor as coleções de  presépios, pratos e moedas do Major-General Fernando Canha da Silva e de sua esposa Professora Fernanda Canha da Silva, residentes em Évora desde 1971. Depois de despertar a admiração de todos pelas coleções, o casal assinou contrato para manter as peças expostas no Museu do Convento de São Francisco. Não teria melhor lugar para isto, tendo em vista que São Francisco de Assis,  na Aldeia Italiana de Greccio em 1233, criou o primeiro presépio do mundo, feito de argila e com animais de verdade. 











Os presépios são feitos de diversos materiais, como ouro, prata, porcelana, cristal, palito, palha, tecido, marfim, vidro, e são dos quatro cantos do mundo. Na mesma galeria dos presépios estão as coleções de 153 pratos de porcelana, de um universo de 178,  das mais importantes marcas portuguesas, lançadas para colecionismo, além de 100 moedas. 


Pratos e Moedas
No Museu tem uma varanda onde podemos contemplar a vista do Mercado Municipal, da Praça 1º de Maio, do Palácio de Dom Manuel e o movimento da rua.





No site oficial da Igreja de São Francisco é possível encontrar mais informações sobre a visita, como valor do ingresso, horário e fatos históricos acerca do que,  resumidamente, descrevi.

Bem próximo da Igreja de São Francisco, na esquina da Rua da República, está o Museu do Artesanato e Design.  Foi na recepção deste Museu que nos informamos sobre o ticket único que dá direito a visitar vários museus. Como nosso tempo era curto, optamos por não comprar o ticket e por não visitar este Museu.

Igreja da Graça e Convento de Nossa Senhora da Graça: passamos por ela duas vezes. Da primeira estava fechada, mas voltamos depois e conseguimos entrar. Fica bem próxima da Igreja de São Francisco. 

Foi fundada em 1511 em estilo renascentista. Com a extinção das ordens religiosas, no ano de 1834, o Convento da Graça foi nacionalizado e transformado em Quartel entrando, então, em grande ruína, perdendo-se boa parte do seu acervo.

O edifício foi restaurado na segunda metade do século XX. 

Atualmente serve de Messe de Oficiais da Guarnição de Évora, sendo a Igreja a Capelania da Região Militar Sul.


Igreja da Graça
Igreja da Graça
Praça de Giraldo: é uma praça bem central no final da Rua da República, a 5 minutos de caminhada da Igreja de São Francisco. 


Praça do Giraldo
Seu nome é uma homenagem a Geraldo Geraldes, o Sem Pavor. Ele comandou a conquista de Évora dos mouros em 1167. Em agradecimento por este enorme feito, D. Afonso Henriques nomeou-o alcaide da cidade.

A Praça é bastante movimentada, tem a rua de paralelepípedo e uma calçada central de pedra portuguesa, onde estão bares e cafés sob ombrelones. A arquitetura dos prédios ao seu redor é bem homogênea, com edifícios de até três andares e sacadas com acabamento em ferro fundido. Alguns edifícios foram construídos sobre pilotis com arcos. 

Aqui encontram-se, ainda, bancos (destaque para o edifício do Banco de Portugal), livraria, Posto de Turismo e lojas diversas.


Edifício do Banco de Portugal ao fundo



Destaca-se também o Chafariz em estilo barroco, obra do arquitecto Afonso Álvares, construído em 1571 em mármore branco e com uma coroa de bronze no topo. Ao seu redor estão oito bicas e pequenas carrancas que correspondem às oito ruas que desembocam na praça.


Chafariz da Praça do Giraldo

Outro atrativo da Praça é a Igreja de Santo Antão.


Igreja de Santo Antão: a igreja fica fechada no horário de almoço. A entrada é gratuita.



Foi mandada construir pelo Cardeal D.Henrique no lugar onde se erguia a medieval Ermida de Santo Antoninho. Para a sua construção demoliu-se o Arco do Triunfo romano.

A igreja começou a ser construída em 1557, sendo um exemplar do período final da Renascença, com três naves, apresentando características das chamadas igrejas-salão. 

Apresenta ainda um considerável conjunto de altares em talha dourada, destacando-se o raro frontal de mármore do altar-mor representando o Apostolado, obra do século XIV, proveniente da velha ermida de Santo Antoninho.





Continuando o passeio, caminhamos mais 200 metros e chegamos à Praça de Sertório, alusão ao General Romano, onde estão a Igreja do antigo Convento do Salvador e a Câmara Municipal de Évora - é possível visitá-la por dentro.


Praça do Sertório - Câmara Municipal

O letreiro com o nome da cidade - ÉVORA - também encontra-se  aqui.



Nesta Praça, na varanda central do edifício da Câmara (Paços do Concelho), está escrito que em 1910 foi aqui proclamada a República Portuguesa.




Igreja do Salvador: fechada no horário de almoço. A entrada é gratuita.


A Igreja e o Convento do Salvador foram fundados no início do século XVII, numa parte do palácio dos Condes de SortelhaEm 1942, grande parte do Convento foi demolido para abertura da Rua da Olivença e construção do edifício do Banco CTT. Foram mantidas apenas a torre da Cerca Velha e parte do claustro, que fica ao lado, adaptados à sede da Direção Regional dos Monumentos do Sul.


Igreja do Convento do Salvador

A igreja foi inaugurada em 1610. Também foi mandada construir pelo Cardeal D.Henrique.

Em seu interior destacam-se os azulejos policromos, os frontais do altar, do tipo indo-português, de cerca de 1650, e a talha dourada dos altares.


Igreja do Convento do Salvador

Nosso próximo destino é repleto de atrações, como igrejas, jardim e miradouro, museus, templo romano e muito mais.

Saindo da Praça do Sertório, pela Rua de Olivença, passamos sob o Arco  Romano de Dona Isabel, uma das portas da antiga muralha romana, e viramos à direita na Rua do Menino Jesus; e apenas um quarteirão à frente, viramos novamente à direita, na Torre das Cinco Quinas, pertencente ao Palácio de  Cadaval. Chegamos então a região onde estão os diversos atrativos que citei. Tudo isto a apenas 300 metros à frente da Praça do Sertório.


Arco Romano Dona Isabel

Jardim Diana e Miradouro: é um pequeno jardim, muito agradável,  com vista para a cidade de um lado e para o Templo Romano do outro






No centro do jardim, tem um busto de um dos grandes beneméritos de Évora, o Dr. Francisco Barahona, e  uma escultura que representa os namorados. Os canteiros de  flor são bem cuidados, tem uma fonte em mármore e um quiosque para tomar um café.






Templo Romano: localizado na região mais alta da cidade, no centro do Largo do Conde de Vila Flor, em frente ao Jardim Diana. 

À época, esta região era conhecida como Fórum (região central das cidades do Império Romano, onde ficavam os edifícios administrativos e judiciais, além dos principais estabelecimentos de comércio. Era a praça principal da cidade, o centro político, religioso, econômico e social).


Templo Romano visto do Jardim Diana - Igreja de São João Evangelista à esquerda

Foi construído na primeira metade do século I d.c. É um dos mais importantes monumentos romanos de Portugal. Por muito tempo foi considerado como dedicado a Diana e hoje é mais consensual que tenha sido construído para homenagear o Imperador Augusto.



Sé Catedral de Évora: está a poucos passos do Templo Romano.


Fachada da Sé Catedral de Évora

A visita é paga, preço justo, e vale muito conhecer o Museu de Arte Sacra (Tesouro da Sé); o Terraço da Igreja, ponto mais alto da cidade, com uma vista panorâmica muito bonita; o Coro Alto; o Claustro e seu terraço; e a Catedral propriamente dita.

É uma das catedrais medievais mais importantes do país, construída entre 1186 e 1250. Foi inaugurada em 1204, antes do seu término.

Seu estilo é marcado pela transição do românico e gótico. É a maior catedral portuguesa e foi  inspirada na Sé de Lisboa. 

Terraço da Sé: talvez tenha sido a parte da visita que mais nos surpreendeu devido à bela vista da cidade e à proximidade com as torres.


Vista do Terraço da Sé

Terraço da Sé


Terraço da Sé

Claustro: construído por ordem do Bispo D. Pedro, por volta de 1325. Nele tem estátuas dos Evangelistas em cada um dos cantos, rosáceas de decorações diversas, um jardim típico dos claustros, capela funerária do Bispo D. Pedro (fundador do claustro), túmulos dos Arcebispos de Évora falecidos no século XX e um terraço próprio, que também permite contemplar as torres da igreja e o jardim do Claustro.

Claustro visto do terraço da Igreja

Capela do Fundador, Bispo D. Pedro
Terraço do Claustro
Torres da Igreja vistas do Claustro

A igreja também tem muitos pontos de destaque, como as estátuas dos apóstolos no portal principal, o Altar de Nossa Senhora do Anjo (também chamada na cidade Senhora do Ó), o Anjo Gabriel, o púlpito de mármore, o órgão de tubos, as capelas de São Lourenço, do Santo Cristo (que comunica com a Casa do Cabido), das Relíquias e do Santíssimo Sacramento e o batistério, fechado por grades de ferro.


Porta principal da Sé com as estátuas dos apóstolos






Por fim, o Museu - Tesouro da Sé. O Tesouro abriga peças de arte sacra, pintura, escultura e ourivesaria. Não é permitido fotografar.

Na saída do Museu tem uma loja e, logo em seguida, um café e restaurante. Ótima pedida para o almoço, atendimento rápido, bom preço e boa comida. Foi o que fizemos, queríamos almoçar bem rápido, pois ainda tínhamos muita coisa para ver.



Palácio de Cadaval e Igreja de São João Evangelista: paga-se tanto para visitar o Palácio quanto a igreja e é possível comprar o ticket separadamente. Estão localizados ao lado do Templo Romano.

Igreja de São João Evangelista: também conhecida como Igreja dos Lóios, por ter pertencido ao Convento dos Lóios, ou Igreja do Palácio de Cadaval.

Foi construída no século XV, sobre o que restou de um castelo árabe (medieval).  Seu fundador foi D. Rodrigo de Melo,  1º Conde de OlivençaApresenta características em estilo gótico e manuelino. Tem uma coleção de azulejos do século XVIII que retratam cenas da vida do Patriarca de Veneza São Lourenço Justiniano, fundador da Ordem de Santo Eloi, Lóios por deturpação portuguesa. É considerada uma das mais bonitas de Évora.

Foi restaurada em 1957-1958 por D. Jaime de Cadaval, 10º Duque de Cadaval.


Portal  da Igreja de São João Evangelista









Palácio de Cadaval: fui esperando um palácio como muitos outros que visitei em Portugal, mas na realidade, a área aberta à visitação é apenas de uma casa boa com alguns móveis, quadros e objetos de época. Apesar de pequeno é muito bem cuidado. Tem também um pátio. A visita é rápida, uns 30 minutos, paga, mas vale a pena conhecer.

Berço e propriedade da família dos Duques de Cadaval, também conhecido como Palácio das Cinco Quinas. Desde a sua fundação, no século XIV, até aos dias de hoje, é a residência da Duquesa de Cadaval e sua família.

Como o local é privado é possível alugar para eventos, como casamentos, tanto a igreja, como outras estruturas do palácio.























Museu de Évoramais um atrativo na região do Templo Romano. O acesso ao Museu é gratuito. Vale muito conhecer, ele não deixa nada a desejar a outros museus ao redor do mundo.

O nome oficial é Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, vulgarmente conhecido por Museu de Évora. Ocupa o antigo Palácio Episcopal. Criado em 1915, começou por ter exposição de peças do diretor da Biblioteca Pública, Dr. Augusto Filipe Simões. Em 2009 foi totalmente remodelado.




Nele encontram-se mais de 20 mil itens, distribuídos em três pisos, incluindo diversos núcleos: pintura portuguesa e estrangeira, escultura, mobiliário, ourivesaria, numismática, arqueologia, epigrafia, elementos arquitetônicos, história natural (ciências da terra e ciências da vida) e objetos científicos.






















Um destaque no Museu é o conjunto de 13 painéis que representam a Vida da Virgem e seis painéis da Paixão de Cristo, do século XV.



Nas proximidade do Templo Romano tem ainda a Biblioteca Pública e o Antigo Palácio da Inquisição, atualmente um Centro de Arte e Cultura Eugênio de Almeida, que promove exposições temporárias. Infelizmente nosso tempo não foi suficiente para conhecer.


Biblioteca Pública

Palácio da Inquisição - atual  Centro de Arte e Cultura  Eugênio de Almeida

Igreja da Misericórdia: foi uma grata surpresa conhecer esta Igreja. Não estava no roteiro, mas quando passamos na porta resolvemos entrar. Sua fachada fica até um pouco escondida por algumas árvores. Antes, passamos ao lado da Santa Casa da Misericórdia e do Jardim do Bacalhau. Em Évora tudo é perto, esta Igreja está a menos de 500 metros da Região do Templo Romano, mas as ruas estreitas e desencontradas podem deixar o turista confuso.


Jardim do Bacalhau

Fachada da Igreja da Misericórdia
É uma Igreja de arte barroca dos séculos XVII e XVIII. As paredes laterais contêm painéis de azulejos azuis e brancos com telas a óleo na parte de cima, representando as obras de misericórdia espirituais e materiais. O retábulo de talha dourada tem uma representação, a óleo, da Virgem da Misericórdia.










Igreja do Senhor Jesus da Pobreza: em estilo tardo-barroco, construída na década de 1730.
Voltamos alguns metros na Rua da Igreja da Misericórdia, passando pelo Chafariz das Portas de Moura e 400 metros depois, no final da Rua Dom Augusto Eduardo Nunes, perto do Hospital do Espírito Santo de Évora, no Largo da Pobreza, para conhecer esta igreja, mas estava fechada e não descobrimos quando abre.

Chafariz das Portas de Moura com a Sé Catedral ao fundo
Igreja do Senhor Jesus da Pobreza


Entre um passeio e outro encaixamos mais duas atrações, o Aqueduto Água de Prata e a Universidade de Évora. 

Aqueduto da Água de Prataé uma grandiosa obra de engenharia, inaugurado em 1537, no reinado de D. João III, com o objetivo de abastecer de água a cidade. Ele tem 18 km de extensão e leva a água do Convento São Bento de Castris até a cidade. É um dos poucos desta época que continua a funcionar até os dias de hoje.

Fomos seguindo o aqueduto dentro da cidade murada e chegamos à Porta  d'Avis (uma das portas da cidade); atravessamos para o lado externo e tivemos uma bonita vista do aqueduto pelo lado de fora da cidade.







Aqueduto - Porta d'Avis à esquerda
Entrando novamente na cidade murada, passamos sob a Porta d'Aviz, o Jardim da Rua de Aviz e a Igreja de São Mamede (estava fechada).


Porta d'Aviz
Jardim da Rua Aviz
Igreja de São Mamede

Deixamos para visitar a Universidade de Évora no dia seguinte. Neste dia estacionamos o carro mais próximo da Universidade, na Avenida da Universidade com a Avenida Lino de Carvalho (estacionamento gratuito).


Estacionamos o carro nesta Avenida  - próxima a este balão.
Universidade de Évora: a visita é paga, 3 euros. Em menos de 1 hora é possível conhecê-la.

Foi a segunda a ser fundada em Portugal em 1° de novembro de 1559 pelo Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, mais tarde Rei de Portugal, a partir do Colégio do Espírito Santo.

Em 1759 foi fechada por ordem do Marquês do Pombal, quando os Jesuítas foram expulsos. Em 1973 foi criado o Instituto Universitário de Évora e em 1979 a Universidade foi fundada novamente.


Jardim da entrada Universidade

Entrada para visitação
Claustro
Sala dos Atos - antiga igreja
Sala do Conselho Universitário
Sala de aula
Um dos corredores da Universidade
A Igreja do Espírito Santo pertence à Universidade e estava fechada, não conseguimos visitá-la. 


Igreja do Espírito Santo

A entrada da antiga capela do Colégio do Espírito Santo (depois Universidade de Évora) dava para o Claustro (atual Sala dos Atos da Universidade), com acesso restrito, portanto. Por essa razão, o Cardeal-Infante D.Henrique, Arcebispo de Évora, mandou construir uma nova igreja para o Colégio dos Jesuítas, onde toda a população poderia ter acesso.

A construção da igreja iniciou-se em 4 de outubro de 1566, onde era o Convento do Salvador, que foi transferido para a Praça do Sertório. A sagração solene da nova igreja, presidida pelo fundador deu-se no Domingo de Páscoa de 1574.

A Igreja segue o modelo da jesuíta Igreja de Gesú, em Roma, tendo depois servido de modelo a muitas outras igrejas de colégios jesuítas de Portugal, Ilhas e Brasil.

Outras Informações

Na Rua 5 de Outubro, que liga a Praça do Giraldo à Sé Catedral e ao Templo Romano, tem restaurantes e várias lojas de artesanato para comprar algumas lembranças do Alentejo, ou para simplesmente apreciar os pequenos prédios e o colorido das lojas.


Rua 5 de Outubro
Virando em uma das esquinas da Rua 5 de Outubro, Rua de Diogo Cão, paramos para almoçar em outro restaurante italiano (jantamos num no primeiro dia na cidade) -  Pane & Vino. Local aconchegante, bem decorado e boa comida.





Além dos locais que já citei, onde comemos em Évora, cito mais dois:  

Confeitaria Pau de Canela
  • no segundo dia em Évora, depois de andarmos muito pela cidade murada, voltamos ao hotel para descansar um pouco e depois jantar. Escolhemos neste dia jantar em um lugar em que pudéssemos ir de carro, pois estávamos cansados. Escolhemos o Shopping Évora Plaza, distante apenas 3 km do Évora Hotel. Está localizado no Bairro Nossa Senhora do Carmo, fora da parte histórica, onde tem grandes lojas como a Decathlon, supermercado Intermarché Quinta do Alcântara entre outras.

Nossa  passagem por Évora superou em muito nossas expectativas. Poderia dizer que é um dos lugares imperdíveis de Portugal. O que me chamou a atenção é que fizemos muita coisa, mas que deixamos para trás muitos outros passeios, infelizmente. Teremos que voltar.

Seguimos viagem para o nosso último destino em Portugal, Lisboa, onde já tínhamos ficado dois dias no início da viagem. Voltamos mais uma vez por uma estrada que dava gosto de dirigir.


Chegando à Lisboa pela Ponte Vasco da Gama