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BELO HORIZONTE (PAMPULHA - SERRA DO CURRAL) E INHOTIM

O objetivo principal desta viagem foi uma reunião de família, mas aproveitamos para fazer um pequeno tour em Belo Horizonte - BH e Inhotim.

BH é uma cidade com múltiplas opções, passando pelo ecoturismo, gastronomia, arte, cultura, compras e muito mais. Já estivemos na capital mineira muitas vezes, mas vou escrever somente sobre os passeios que fizemos agora.

Tenha certeza de que vai precisar bem mais de uma semana para percorrer os lugares mais interessantes de BH e proximidades.

Desta vez, iniciamos o dia fazendo uma pequena caminhada às margens da Lagoa da Pampulha, passando pela Igrejinha de São Francisco e pela Casa Juscelino Kubitschek, fomos ao Inhotim no dia seguinte e, por fim, ao Parque da Serra do Curral. 

  • Começamos nosso passeio/caminhada pela Capela Curial de São Francisco de Assis, projetada por Oscar Niemeyer, construída em 1945 e somente reconhecida como igreja em 1959. Em seu interior tem um grande painel de Portinari, bem como as 14 cenas da Via Crúcis. Os painéis externos são de Cândido Portinari - painel figurativo, e de Paulo Werneck - painel abstrato. Os jardins são assinados por Burle Marx. Alfredo Ceschiatti esculpiu, em bronze, os baixos-relevos do batistério. A área externa, é recoberta de pastilhas de cerâmica em tons de azul claro e branco. Para entrar na igreja paga-se uma contribuição de R$ 3,00.













  • Seguimos o calçadão em direção à Casa Kubitschek. No caminho fomos contemplando a bela vista da Lagoa da Pampulha, do Mineirão e do Mineirinho, observando o estilo das casas, desfrutando das sombras das frondosas árvores e nos encantando com o passeio. Uma coisa, no entanto, chamou nossa atenção: as águas poluídas da lagoa, que impedem a prática de esporte e lazer dos cidadãos. Uma pena! Acostumados com Brasília, onde se pode desfrutar de inúmeras atividades aquáticas no Lago Paranoá, deu tristeza não encontrar um só barco na Lagoa da Pampulha, muito menos alguém praticando stand up paddle ou caiaque. Onde estão os governantes que não enxergam o potencial turístico e de lazer dessa lagoa?









  • A Casa Kubitschek está a 700 metros da Igrejinha da Pampulha. A visitação é gratuita. A casa foi projetada por Oscar Niemeyer na década de 40, como casa particular de JK. Foi vendida em 1956, quando ele se mudou para o Rio de Janeiro e em 2005 foi desapropriada pela prefeitura. Os jardins da frente e dos fundos foram projetados pelo paisagista Burle Marx. A casa tem um telhado típico da época conhecido como "asa de borboleta". Está localizada na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4188 - Pampulha. É uma casa muito bonita e funcional, mesmo nos tempos de hoje, com mobiliário da época, obras de Alfredo Volpi e mosaico de Paulo Werneck. Vale a pena conhecer.

 
Entrada da Casa Kubitschek 
 
Fachada da Casa Kubitschek 
 
Fachada da Casa Kubitschek 
 
Jardins da Casa Kubitschek com vista para Lagoa
 
Parte dos fundos da Casa Kubitschek 
 
Mosaico na parte dos fundos da Casa Kubitschek 

















  • Continuamos caminhando pela orla da lagoa passando pelo Mirante Niemeyer. Terminamos nosso passeio no Mirante Bem-te-vi. Retornamos pelo mesmo caminho apreciando tudo novamente. Observamos uma casa muito imponente que caracteriza um tipo de arquitetura denominada Brutalista e chegamos ao nosso ponto de partida, a Igrejinha. Do outro lado da rua tem o Parque de Diversões Guanabara - uma opção de diversão para a criançada - Mapa do percurso.







 
Mirante Bem-te-vi
 
Residência com Arquitetura Brutalista
 
Parque de Diversões Guanabara



Inhotim



  • Antes da visita ao Museu de Arte Moderna de Inhotim eu tinha a expectativa que o museu era legal pelo que já tinha lido, mas me surpreendi, o museu é fantástico. É um passeio imperdível. Existe uma infinidade de blogs descrevendo tudo, então vou fazer apenas alguns registros do que gostei ou não, algumas sugestões e muitas fotos compiladas em um vídeo.



  • Inhotim está localizado a 60 km de BH (1 hora de carro) pela BR 381 (Fernão Dias) e parte pela MG 040 - mapa. Nós fomos de carro por esta estrada que está em boas condições, porém o trecho da MG 040 é mais estreito, tem alguns quebra-molas e trânsito flui um pouco mais devagar. Existe outra opção para ir até lá, talvez mais interessante para quem está vindo pela BR 040. 
  • Gostei:
    • O paisagismo é maravilhoso.
    • Conheço alguns museus de arte moderna em alguns países e confesso que não gosto muito, porém, a combinação de arte com natureza, na medida certa, faz com que a visita não fique cansativa e torna tudo interessante.
    • Além das exposições propriamente ditas os prédios que abrigam as exposições são muito interessantes.
    • O parque é muito bem servido de cafés e restaurantes: conhecemos dois restaurantes, Oiticica e o Tamboril, e dois cafés. Optamos por fazer um lanche, no final da manhã, no Café do Teatro (local muito agradável) e, no final do dia, no Café das Flores, próximo da entrada (também muito bom, experimente os sanduíches na baguete). Os restaurantes vão ficar para próxima vez.
    • Estacionamento amplo e gratuito.
    • Preço do ingresso bem razoável pelo que é oferecido, R$ 40,00 a inteira.
    • Tem bebedouros espalhados pelo parque.
    • Os bancos ao longo do parque/museu são verdadeiras esculturas feitas em troncos inteiros de árvores, muito legal.
  • Não Gostei:
    • Os banheiros químicos no estacionamento são bonitinhos, mas não estavam muito limpos como os de dentro do museu (que não são químicos).
    • A sinalização interna. As placas indicando a direção dos pavilhões de obras de arte são insuficientes e confusas.
    • O mapa impresso está fora de escala e é também muito confuso. O visitante acaba perdendo muito tempo para se localizar.
    • Para quem vem de BH, atenção na BR 381 (Fernão Dias): tem apenas uma placa indicando para o Inhotim e ela fica em um local que se você já não tiver pego o acesso secundário vai ter que procurar um retorno. Então, siga as placas de Brumadinho (fica a 4 km do museu), que tem mais placas.
  • Sugestões:
    • Li em um blog que comparava a visita à Inhotim com um ditado "um é pouco, dois é bom e três é demais", é isso aí, dois dias é o ideal lá.
    • Se você gosta de caminhar e tem dois dias para conhecer o museu, sugiro andar a pé, porém, se não pode ou não gosta de caminhar ou se tem apenas um dia, sugiro pagar a taxa de R$ 25,00 e utilizar o transporte do museu - são carrinhos elétricos que param em diversos pontos ao longo do caminho das principais obras. Pode-se descer e subir quantas vezes quiser. Nós não optamos pelo transporte e ficamos apenas um dia, conclusão: não conhecemos tudo.
    • Não tenha pressa, curta a natureza, entre em todos os prédios, conheça os cafés, restaurantes e lojinhas.
    • Eu estava hospedado em BH, mas fiz algumas pesquisas de opções de hotéis próximos de Inhotim e achei tudo muito caro. Avalie a possibilidade de se hospedar em Belo Horizonte, que fica a 60 km apenas, e aproveite para conhecer BH também.
    • Não se esqueça de usar um tênis e roupas confortáveis para caminhar, além do protetor solar.
    • Leve uma garrafinha para ir abastecendo nos bebedouros.


Parque da Serra do Curral

 
Praça do Papa
 
Praça da Bandeira
  • Desta vez o nosso destino foi o Parque da Serra do Curral. Fomos até o parque de carro, mas você pode chegar de ônibus, táxi ou uber.
  • A intenção era apreciar a vista de BH e fazer uma trilha. A trilha é tranquila, por uma estrada de terra com um pequeno aclive. Pode-se fazer a opção de caminhar por uma trilha alternativa mais curta, porém, mais ingrime. Não marquei o tempo, mas em menos de 2 horas chega-se ao mirante, curte o visual e desce.

 
Serra do Curral
 
Serra do Curral
 
Início da trilha
 
Trilha alternativa à esquerda da placa








  • A trilha começa na entrada do parque, na portaria 1, e vai até a portaria 2 onde estão os mirantes 2 e 3. No caminho tem o posto de observação onde está o mirante 1.

 
Praça Estado de Israel - ao lado da Portaria 1 (entrada do parque)
 
Portaria 1
 
Entrada do parque - entre a portaria 1 e a praça
 
Portaria 1
 
Área gramada ao lado da portaria 1
 
Fonte na entrada do parque
 
Mirante 1 e posto de observação ao fundo
 
Mirante 2 visto do mirante 3
 
Caminho entre o mirante 2 e a portaria
 
Mmirante 2
  • Existe uma outra trilha continuando a que fizemos, porém, ela só pode ser feita com guia do parque e precisa fazer agendamento. Ela passa pelo topo da Serra do Curral. O passeio por lá está suspenso temporariamente para recuperação da encosta e mapeamento de riscos - consulte o site do parque para maiores informações.
  • No caminho para o mirante encontramos muitas famílias com crianças pequenas e inclusive com crianças de colo.
  • É bom levar uma garrafinha de água para hidratar-se durante a subida. Na portaria lá do alto tem banheiro e água, No dia em que fomos estava com falta de água, mas fomos avisados pela atenciosa recepcionista na portaria de baixo. Vá de tênis e saiba que ele vai se sujar muito de terra.
  • Achei  muito legal também a quantidade de gente praticando yôga, no gramado na entrada do parque - nunca tinha visto um grupo tão grande.




  • Recomendo muito este passeio para quem gosta de caminhar e curtir o visual. 


Fomos de Brasília para BH de avião chegando pelo aeroporto de Confins. De lá para o centro da cidade, caso não tenha alugado um carro ou não tenha ninguém lhe esperando, você pode pegar um ônibus executivo.

Dessa vez não vou dar dicas de hotel ou de locação de carros, pois ficamos hospedados na casa de primos muito queridos e tivemos toda mordomia de hospedagem e de transporte, obrigado por estes 3 dias.


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